17/11/2017 (23:12)

SPC e logistas mostram melhora na economia do Brasil

Indicador de confiança que vai melhorar a economia do Brasil, mostra que em escala de 0 a 100, o otimismo aumentou de 52,7 para 54. Pesquisa é feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Atuação dos comerciantes muda o padrão de estudos de outras empresas.

 

Consumidores acreditam que irão melhorar de situação financeira. E o índice de confiança aumentou 2,4% entre setembro e outubro, elevando a medição de 41,3 pontos para 42,1 pontos. Estudo é o início de uma fase que despacha os oradores do pessimismo, ávidos em disseminar desgraça da qual os brasileiros são vítimas por causa do assalto generalizado aos cofres públicos.

Pela metodologia, em uma escala de 0 a 100 pontos, quanto mais próximo da pontuação máxima, maior é a percepção de otimismo. O Indicador de Confiança é composto pelo Subindicador de Expectativas, que subiu de 52,7 para 54 pontos, e pelo Subindicador de Condições Atuais (de 29,8 pontos para 30,3 pontos).

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o País está retomando

o crescimento, embora ainda de forma lenta. Acredita que a percepção virá

nos próximos meses e com isso haverá um resgate maior da confiança. “A mais

aguardada mudança é a redução do desemprego, que já registrou queda

nos últimos meses, mas ainda permanece elevado e foi fortemente

influenciado pelo aumento da informalidade”, disse o executivo.

Dos 801 consumidores ouvidos, 83% consideraram que as condições atuais da economia brasileira ainda não são boas. Para 42% desses entrevistados, um dos principais pontos negativos é o desemprego.

Embora reconheçam que a inflação vem caindo, 30% ainda veem os reajustes de preços como um obstáculo ao crescimento econômico. Para 13%, o que prejudica são os juros altos. Outros 14% dos consultados avaliaram como regular o desempenho e 2% acharam que o país está vivendo um bom momento.

Apesar de ter prevalecido a percepção mais negativa, o levantamento indicou que há menos consumidores insatisfeitos com a sua própria condição financeira do que em relação à economia do país. Para 41% dos sondados, o quadro é ruim ou péssimo, enquanto 47% indicaram como regular e classificaram como bom.

Quando questionados se estavam exercendo alguma atividade remunerada, mais da metade (57%) respondeu que sim; 27% demonstraram receio de ser demitidos e 31% consideraram baixa essa possibilidade.

Os que demostraram mais ceticismo alegaram ganhos baixos e dificuldades para pagar as contas, segundo apontaram 43% dos consumidores. O desemprego foi a queixa de 32%, a queda da renda familiar de 16% e 4% disseram ter tido algum imprevisto que atrapalhou o orçamento.

Já 70% afirmaram que estão de bem com a vida financeira por fazer

um bom controle de orçamento. Marcela Kawauti, economista-chefe

do SPC Brasil, recomenda que é importante colocar a organização

das finanças entre as prioridades. Lembra que gastar mais do que

se ganha pode ser “a raiz do endividamento, da inadimplência”.

 

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