11/11/2017 (14:58)

Segurança pública, amadorismo e desrespeito ao cidadão

Segurança pública no Brasil é amadora. Está impregnada pela filosofia da opressão, que desrespeita os direitos fundamentais de todo cidadão. Funciona agredindo o princípio de que a pessoa não é criminosa até prova em contrário. Improvisada, amadora, quando se adota um entre milhares de exemplos negativos: a de assaltos às equipes de Fórmula 1.

 

Repercussão negativa do País, destruído pela corrupção e maus exemplos sobre os cuidados com a coisa pública. Hoje o Brasil está nos maiores veículos de comunicação do mundo, pelas palavras e apelo do piloto Lewis Hamilton: "é preciso cuidar da segurança de todos os profissionais que participam das competições de Fórmula 1. Será que não houve planejamento para evitar a ação de criminosos contra esses trabalhadores de todo mundo, que estão aqui?".

 

Mas esse é apenas um pequeno exemplo. Quando se fala em "filosofia de segurança pública", o significado é profundo e certamente comporta um pouco das razões do quadro de violência, cujo dado mais expressivo são os 63 mil assassinatos em um ano. Há nesse número o gravame de 116 policiais vitimados só no Rio de Janeiro, em 2017.

 

Não se sugere aqui que os policiais de todo tipo, atuem em ruas e praças públicas tratando criminosos como bonzinhos. Mas uma análise do global, no comportamento das ações policiais que matam e agridem a individualidade de bons cidadãos, tratando-os como marginais criminosos. Neste aprticular é que reside o comportamento em distúrbio do policial, armado, treinado para usar a força. Mas usa os recursos para violentar a individualidade, a liberdade e os direitos do cidadão, previa e injustamente definido como criminoso.

 

É possível que estejam aí os motivos pelos quais o cidadão comum, pessoas de bem, temem a polícia, quando deveriam admirá-la. E a situação piora quando se trata de forças armadas menores, como as guardas de municípios, agentes de trânsito e outros assemelhados. É fácil encontrar as pessoas aconselharem para ficar longe da polícia. São pessoas a quem se deve temer. Neste particular é melhor ressalvar que dessa imagem não padecem os bombeiros.

 

E para ilustrar não popdemos deixar de mais uma vez exibir a reclamação de um cidadão de Curitiba, onde se apregoa que está acima da média, em termos culturais. Reclamava em 2015, que na movimentada e central rua João Negrão, do alto de 72 anos de idade, foi parado com violência e armas pesadas hostentadas, pela Guarda Municipal de Curitiba. Motivo? Reclamou da entrada indevida à frente do veículo que dirigia, sem contudo haver uma emergência policial e nem aviso de sirene.

 

Mas pior foi o que os 3 truculentos guardas fizeram. Pararam de forma obrigatória, sacaram fuzis e revólveres. Mais grave ainda é o comportamento, além de exigir documentação. Um deles entrou no assento  do motorista, sentou-se ali e começou fazer ameaças. Outro do lado de fora dirigia provocações. E o terceiro, vejam que violência, conduziu o proprietário do veículo na parte de trás e insistia em perguntas duvidosas. Qual seria o objetivo?

 

Melhor para todos os brasileiros é que a segurança pública, seja realmente voltada para atenção aos cidadãos; bem planejada, humanizada, isenta de opressão e de violação a direitos da pessoa. Assim quem sabe a imagem do País e dos brasileiros não fique mais manchada do que já se encontra.

 

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