09/11/2017 (16:09)

Temperaturas acima de 50 graus alertam que Terra está mais quente

Dia 28 de maio de 2017, em Turbat, extremo ocidental do Paquistão, temperatura 54º C; em Omã (Irã) 50º C. Dia 29 de junho de 2017 em Ahwaz (Irã), 53,7º C. Em todo o Bahrein, em agosto, temperaturas semelhantes a essas; e, em todo o leste da Austrália e sudeste da Ásia. Na América do Sul, Puerto Madryn, na Argentina, perto da Antártica, 43,5º C.

 

É muito provável que 2017 seja um dos três anos mais

quentes já registrados, com diversos episódios

de efeitos devastadores, como furacões

e inundações, ondas de calor e secas.

A cobertura de gelo marinho do Ártico permanece abaixo da média,

e a extensão do gelo marinho da Antártida, que antes era estável,

alcançou níveis mínimos jamais registrados até a data.

Continuam sem dar trégua os indicadores da mudança climática no longo prazo, como o aumento das concentrações de dióxido de carbono, o aumento do nível do mar e a acidificação dos oceanos.

Em uma versão provisória da declaração sobre o estado do clima mundial, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que de janeiro a setembro de 2017 registrou-se uma temperatura média global de aproximadamente 1,1° Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Como consequência da intensa ocorrência do El Niño, é provável que o ano de 2016 continue sendo o mais quente já registrado, com 2017 e 2015 em segundo e terceiro lugar, respectivamente. O período de 2013 a 2017 será o quinquênio mais quente jamais registrado.

A declaração da OMM, que abarca o período compreendido entre janeiro e setembro, foi publicada no dia da abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, que ocorre em Bonn, na Alemanha.

“Os últimos três anos estiveram entre os três mais quentes já registrados. É parte da tendência para o aquecimento de longo prazo”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.

“Fomos testemunhas de fenômenos meteorológicos extraordinários, temperaturas que chegaram a 50° Celsius na Ásia, furacões sem precedentes no Caribe e no Atlântico que alcançaram a Irlanda, devastadoras inundações que afetaram milhões de pessoas e uma seca implacável na África oriental”, completou.

Patrícia Espinosa, secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que acolhe a Conferência em Bonn, disse: “esses resultados colocam em evidência os crescentes riscos para as pessoas, as economias e o próprio tecido da vida na Terra se não conseguirmos alcançar os objetivos e ambições do Acordo de Paris”.

Temperaturas globais em 2017

A temperatura média global para o período compreendido

entre janeiro e setembro de 2017 foi 0,47° Celsius mais quente

que a média de 1981-2010 (estimada em 14,31° Celsius), o que

representa um aumento de aproximadamente 1,1° desde o período pré-industrial.

Determinadas partes do sul da Europa, como Itália e Norte da África, algumas regiões do leste e do sul da África e a parte asiática da Rússia alcançaram temperaturas máximas sem precedentes, e na China as temperaturas se igualaram ao registro mais quente. O noroeste dos Estados Unidos e o oeste do Canadá tiveram temperaturas mais frias que a média de 1981-2010.

As temperaturas de 2016 e, em certa medida, de 2015, foram mais altas devido ao fenômeno El Niño excepcionalmente intenso. O ano de 2017 vai ser o mais quente jamais registrado sem a influência desse fenômeno.

Chuvas

Na zona meridional da América do Sul (especialmente na Argentina), no oeste da China e em algumas partes do sudeste da Ásia, o total de chuvas foi superior à média.

O período de janeiro a setembro foi o mais úmido jamais registrado nos territórios adjacentes dos Estados Unidos. As chuvas, em geral, alcançaram níveis próximos à média no Brasil e níveis perto da média ou superiores no noroeste da América do Sul e América Central, o que atenuou as secas associadas ao fenômeno El Niño de 2015-2016.

A estação chuvosa registrou chuvas superiores à média em muitas partes do Sahel, com inundações em algumas regiões (especialmente no Níger).

 

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