06/11/2017 (20:43)

Grande conferência começa mas o clima se agrava

Níveis de dióxido de carbono (CO2) aumentaram de maneira recordista em 2016. Este foi o anúncio desesperado da Organização Meteorológica Mundial (OMM). referência deu-se pouco antes e foi repetido na abertura (171106) da 23º Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), a COP23, em Bonn, Alemanha.

 

“COP23” é o nome informal da 23º Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). A Convenção-Quadro foi adotada no Rio de Janeiro, durante a Rio 92, que marcou o início do primeiro esforço da comunidade global para combater os efeitos adversos da mudança do clima. Anualmente, todas as partes que fazem parte da convenção reúnem-se para avaliar o progresso das políticas para reverter o aumento da temperatura global e a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Até 17 de novembro, 20 mil delegados, negociadores de diversos países se reúnem em Bonn, na Alemanha, para a Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP23) com o objetivo de discutir a implementação do Acordo de Paris e as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) para limitar o aumento da temperatura global do planeta.

A conferência, organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), será presidida pelo governo de Fiji (abriu mão de realizar o evento), com a parceria do governo da Alemanha.

Na programação, eventos paralelos mobilizarão representantes da sociedade civil e do setor privado, da academia e de organismos internacionais, para discutir políticas de desenvolvimento sustentável, com base no combate à mudança global do clima.

Historicamente, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

apoia o processo de preparação das Conferências das Partes, colaborando com

os países em áreas-chave. Para a COP23, a organização trabalha em conjunto

com a presidência do evento, em temas ligados à programação e preparação. A delegação

do PNUD, chefiada por Achim Steiner, participa de 30 eventos da COP23.

 

Somos contra os elevados gastos que fazem a ONU e as organizações envolvidas

inclusive governos. Está provado que não dão resultados práticos.

Recursos das Nações Unidas deveriam ser empregados para discutir e aplicar

medidas que possam sanar ou m inorar o perigo dos gases do efeito estufa.

Fica a sugestão ao senhor Guterres.

No “Pavilhão do PNUD”, ocorrerão eventos paralelos, que terão enfoque no apoio da organização para o alcance do desenvolvimento sustentável e a implementação do Acordo de Paris e das Contribuições Nacionalmente Determinadas pelos países.

Desde 2014, o PNUD trabalha com os países para colaborar com a implementação das NDCs, que dialogam com o combate à mudança global do clima e com planos de desenvolvimento em contextos regionais específicos. Com a adoção do Acordo de Paris, a organização tem o compromisso de fortalecer a capacidade de ação de países e territórios na implementação de políticas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e garantir que a temperatura global do planeta não suba mais do que 2º Celsius nos próximos anos.

Ambição, um ano após Acordo de Paris

Um ano depois da entrada em vigor do Acordo de Paris para o clima, a Conferência de Bonn, que na Alemanha, será uma oportunidade para os países demonstrarem ambição para a ação climática e a determinação em manter promessas.

“Enquanto Paris representou um daqueles momentos em que o melhor da humanidade chegou a um acordo tão importante para nosso futuro coletivo, Bonn representa a forma com a qual nos moveremos para frente para cumprir as promessas”, disse a secretária-executiva da UNFCCC, Patricia Espinosa, paralelamente a uma reunião ministerial em Fiji em meados de outubro, de preparação para a Conferência das Partes.

“Estamos ficando sem tempo de mudar as coisas. Para isso, precisamos aumentar significativamente nossos esforços para reduzir as emissões e nossa pegada de carbono”, acrescentou.

O Acordo de Paris para o clima, adotado por 196 países na reunião anual da UNFCCC de dezembro de 2015, na capital francesa, pede que as partes combatam as mudanças climáticas limitando a elevação da temperatura global a apenas 2º Celsius.

 

António Guterres (secretário-geral da ONU), convidou líderes a analisar 6

áreas de alto impacto em uma cúpula especial do clima em 2016. Essas

áreas são investimento em tecnologia limpa, consolidação da precificação

de carbono, impulso à transição energética, mitigação de risco e

construção de resiliência, aumentando a contribuição de atores sub-nacionais

e empresariais e mobilizando o financiamento para o clima.

 

“A crescente ambição é a única forma de manter a elevação da temperatura global abaixo dos 2º Celsius no século XXI, e o mais perto possível do 1,5º. Ao focar nesses setores, podemos reduzir substancialmente a diferença entre onde estamos e onde deveríamos estar”, disse a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, na reunião pré-COP de Fiji.

 

Para conferir a programação completa da COP23, acesse aqui.

 

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