17/11/2017 (15:00)

Duplicação da Rodovia do Café deve reduzir acidentes, mas vai demorar

Redução dos acidentes violentos que ocorrem ao longo dos últimos 20 anos, quando aumentou sobremaneira o movimento de veículos. Este é o principal benefício da duplicação da Rodovia do Café ou BR-376, entre Ponta Grossa e Apucarana. Há 3 anos e 10 meses em andamento, as obras têm pouco mais de 10 quilômetros (km) concluídos e obras de arte.

 

Objetivo é duplicar 231 km, a partir do km 243 (Contorno Sul) em Apucarana

e se expande até Califórnia no km 254. No trecho estão 2 viadutos de 45

metros (m) para a passagem da ferrovia na Avenida Minas Gerais. Assim como

em uma dezena de outros, entre os kms 243 e 245 já estão praticamente concluídas

as obras de correção de traçado, para retirada de curvas acentuadas.

 

A pista da nova rodovia tem 7,20 ms, ampliada pelo canteiro central que em alguns trechos ganha até 8 ms de largura. Não é das obras mais modernas, mas terá o benefício de racionalizar o tráfego que vem sacrificando muitas vidas em acidentes. E será histórica quando estiver terminada, permitindo ligar todo o norte ao litoral do Paraná, criando canal de escoamento qualificado para o transporte da produção aos portos de Paranaguá e Antonina.

Investimentos previstos na construção da segunda pista, são da ordem de R$ 1 bilhão. Apesar dos esforços dos construtores e do Governo, os objetivos não se concretizaram, já que a ideia era construir pelo menos 30 km da rodovia por ano, a partir de janeiro de 2015. Por enquanto estão prontos pouco mais de 10 kms, com as galerias de água e obras de arte especiais.

Obras de arte especiais estão mostrando estratégia eficiente de construção. Desde o trecho de Ponta Grossa na região de Santa Maria, às frentes de Tibagi, Alto do Amparo, Ortigueira, Califórnia e Apucarana, podem ser vistos adiantos de passagens inferiores e superiores. Nos segmentos de Cirol e Imbaú, estão as frentes com menos atividades.

Quem circula pelo trajeto sentido sul-norte a partir de Ponta Grossa, já pode experimentar o quanto significa a obra aguardada há muito pelos paranaenses e brasileiros. Mas ainda terá que esperar alguns anos, de vez que o cronograma inicial da duplicação já está superado. A empresa construtora da rodovia está conseguindo superar um dos maiores desafios nas serras do Tibagi. Ali o traçado sinuoso não será corrigido.

 

 

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