07/03/2018 (21:26)

Mulher, vítima da violência, da desorganziação e falta de justiça

A cada 90 minutos uma mulher é assassinada no Brasil. Lei Maria da Penha, prestação jurisdicional, esforço policial, não são suficientes para aplacar a violência contra pessoas do sexo feminino. É o retrato da pobreza econômica, social e sobretudo administrativa em que o País foi mergulhado nos últimos anos, por força de políticas erradas.

 

Apesar dos discursos e muitas promessas, as mulheres são vítimas da discriminação que as torna vulneráveis a um siastema impregnado pela falta de justiça e má formação cultural que ainda subsiste no interior das famílias. Reações são insuficientes sem uma estrutura de apoio à queal todos os cidadãos têm direito.

Para marcar essa informação triste, basta saber que apenas 8% do sistema policial tem uma delegacia da mulher devidamente estruturada e capaz de fazer valer os direitos. Daí os criminosos atuarem movidos pela certeza de que não serão punidos.

 

1719031 - 15:16 horas

 

Mulheres foram vítima de 49.500 estupros em 2016

Mulheres foram vítimas de 4.600 assassinatos no Brasil, durante o ano de 2016. Mas o que mais desperta atenção é que ocorreram 49.500 estupros; o que significa 3,5% a mais que em 2015. Crimes contra a mulher foram agravados em razão do gênero e do total de registros, só 533 tiveram essa classificação. Foram 96 só no Rio Grande do Sul, maior número.

 

171030 - 21:22 horas

Mulheres foram vítimas de 4.600 assassinatos em 2016

Esses dados estão no Anuário Brasileiro da Segurança Pública, que registra o pior índice de homicídios: 61.600 mortes violentas durante o ano de 2016. Além dos indicados contra mulher, são mortes por latrocínios, homicídios e lesões seguidas de morte, o que representam um crescimento de 3,8% e chega à taxa de 29,9 a cada 100 mil habitantes.

O Rio de Janeiro é o estado com maior número de vítimas (6.200) e registrou o segundo maior crescimento na quantidade de casos, 24,3% em relação a 2015. Foram registrados 37.600 homicídios para cada 100 mil habitantes no Estado.

A maior taxa de assassinatos foi, no entanto, verificada em Sergipe com 64 casos para cada grupo de 100 mil. Em números absolutos, o Estado teve 1.400 mortes violentas em 2016, uma alta de 11,5% em relação ao ano anterior.

A maior elevação no número de assassinatos ocorreu no Amapá que teve 250 casos em 2015 e chegou a 388 em 2016, uma alta de 52,1%. O Rio Grande do Norte foi o terceiro em crescimento no número de mortes (18%). Com 1,9 mil casos, o estado tem a segunda maior taxa de assassinatos para cada 100 mil habitantes no Estado: 56,9.

 

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