16/10/2017 (14:07)

Horário de verão segue até 19 de fevereiro no sul e sudeste do Brasil.

Iniciado em 14 de outubro de 2017, o horário de verão nas regiões sul e sudeste do Brasil seguirá até 19 de fevereiro de 2018. Poderá ser o último da série. Para acompanhar essa tentativa do Governo de economizar energia, foi preciso adiantar em 1 hora os ponteiros do relógio. E quem vai viajar de avião, sempre deve tomar o cuidado para não perder.

 

Ministério de Minas e Energia definiu esse horário para os habitantes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Medida já não representa muito em termos técnicos de economia, conforme o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Análise indicam que o consumo de eletricidade pela população está sendo mais

influenciado pela luminosidade e temperatura do que pelo horário. Os relatórios foram

levados à Casa Civil e discutidos internamente no Palácio do Planalto junto ao Ministério.

A manutenção do horário de verão, porém, só está confirmada para 2017. O governo

ainda não sabe se vai praticar a medida para 2018 em diante. Uma pesquisa para

saber a opinião da população quanto ao tema está sendo estudada pelo governo.

 

Embora já tivesse sido praticado desde 1931 pelo governo de Getúlio Vargas, o horário de verão passou a ser permanente a partir de 2008. A medida começa em 15 de outubro e vai até o terceiro domingo de fevereiro, a não ser se este antecipar o Carnaval. Desta forma, o horário de verão 2017/2018 acabará em 19 de fevereiro, quando os relógios deverão ser atrasados em uma hora.

 

Economia de R$ 159,5 milhões

Segundo dados do ONS, o horário de verão praticado em 2016/2017 gerou uma economia de R$ 159,5 milhões por causa da redução do acionamento de termoelétricas durante o período.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o valor foi superior às expectativas iniciais, de R$ 147,5 milhões, mas ficou abaixo dos R$ 162 milhões do período anterior (2015/2016).

O Sistema Sul contou com uma redução de 4,3% durante a vigência da medida em 2016/2017, equivalente ao dobro da carga de Florianópolis no horário de pico noturno.

O Sistema Sudeste/Centro-Oeste teve redução igual à metade da carga da cidade do Rio de Janeiro no horário de pico.

Alguns dos pontos positivos do horário são a redução do consumo à noite com a diminuição dos carregamentos no sistema de transmissão, o que possibilita mais ações de manutenção de equipamentos, e a redução de cortes de carga em situações emergenciais, diz a pasta.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

z9l5Ku