27/09/2017 (11:34)

Furacões têm causa no aumento da poluição e aquecimento da Terra

Tendência de maiores lançamentos de gases que provocam aquecimento global, mais conhecido como "efeito estufa", aumenta a possibilidade de fenômenos climáticos severos como esses que afetam agora os EUA, México e América Central. Robert de Niro, ator de Hollywood, estava na reunião em New York disse temer pelo futuro da humanidade com esses eventos

 

De Niro estava ao lado de Miroslav Lajčák, presidente da Assembleia Geral da ONU e lembrou que a humanidade entrou em uma nova era de “condições climáticas extremas”, exacerbada pelas atividades humanas no planeta Terra. Oficiais das Nações Unidas — incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres, — pediram (170918) mais esforços para impulsionar a resiliência e fortalecer medidas de mitigação de danos.

“A temporada de furacões de 2017 segue um padrão: mudanças climáticas estão tornando eventos climáticos extremos mais severos e frequentes, empurrando comunidades a um ciclo vicioso de choque e recuperação”. Foi o que disse Guterres em evento de alto sobre o furacão Irma. Lembrou que somente em agosto foram registrados 4 fortes furacões no Oceano Atlântico, causadores de mortes e destruição.

“Eventos climáticos extremos ligados às mudanças do clima têm impacto no mundo todo, incluindo inundações no sul da Ásia e deslizamentos e secas na África”. Advertiu que esses afenômenos causam impacto com a elevação do nível e da temperatura dos oceanos.

Além de controlar as emissões de CO2 para ajudar

a conter a elevação das temperaturas, assim como

os métodos de adaptação, o Presidente da Assembleia

Geral pediu mais preparo antes de tempestades,

para mitigar efeitos e acelerar a recuperação.

 

Tais esforços, disse, também são importantes para proteger o progresso feito rumo ao desenvolvimento agrícola e econômico, assim como para contribuir para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

“O impacto do Irma, Maria e outros eventos recentes nos lembra a importância da adaptação e da resiliência à mudança climática e do fortalecimento dos esforços de mitigação, por meio da implementação do Acordo de Paris (para o clima), que é um marco para um engajamento coletivo rumo à sustentabilidade do planeta”, disse.

“Vamos fazer com que vidas não tenham sido perdidas em vão. Vamos nos inspirar para tomar ações pessoais e coletivas para ajudar as vítimas e sobreviventes a reconstruir suas comunidades, casas e vidas, mais fortes do que nunca.”

A reunião de alto nível foi liderada pelo secretário-geral e pelo presidente da Assembleia Geral, contando também com a participação de uma série de representantes governamentais de Estados-membros da ONU, incluindo Gaston Browne, primeiro-ministro de Antigua e Barbuda; Darren Henfield, chanceler de Bahamas; Bert Koenders, chanceler da Holanda; Alistair Burt, ministro britânico de Desenvolvimento Internacional.

A reunião teve a participação de Achim Steiner, administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); Mark Lowcock, coordenador humanitário da ONU; e Kristalina Georgieva, presidente-executiva de reconstrução e desenvolvimento e desenvolvimento internacional do Banco Mundial.

O furacão Irma deixou um rastro de destruição em diversas ilhas do Caribe, afetando Antigua e Barbuda, Anguilla, Ilhas Virgens, Ilhas Virgens Britânicas, São Bartolomeu, Ilha de São Martinho, Porto Rico, República Dominicana, Haiti, Cuba, Bahamas, Ilhas Turcas e Caicos e outras ilhas do Mar do Caribe, atingindo centenas de milhares de pessoas e causando amplos danos econômicos na região.

As agências da ONU têm apoiado a resposta e os esforços de recuperação. A Organização lançou um plano de resposta humanitária de 15,1 milhões de dólares, cobrindo as necessidades urgentes das populações mais vulneráveis afetadas. O plano pretende atingir estimadas 265 mil pessoas afetadas até o fim deste ano.

 

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