20/09/2017 (19:21)

Contra uso de 15 mil armas nucleares, países já podem assinar tratado

Está aberto para assinatura dos 193 países membros da ONU, tratado para proibição do uso de armas nucleares. Para marcar a proposta, a 72ª Assembleia Geral, em New York, promoveu cerimônia. “Não podemos permitir que essas armas apocalípticas coloquem em perigo o futuro do nosso mundo e de nossas crianças”, afirmou António Guterres, secretário-geral

 

 

Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares foi aberto (170920) para receber assinaturas dos Estados-membros. É o primeiro acordo legalmente vinculante sobre restrições ao uso de armamentos atômicos.

Guterres disse que “os sobreviventes heroicos de Hiroshima e Nagasaki, os Hibakusha, continuam a nos lembrar das consequências humanitárias devastadores das armas nucleares. Seu testemunho nos deu um comovente ímpeto moral para a negociação desse tratado.”

 

O tratado foi adotado em 7 de julho de 2017, durante uma conferência

em Nova Iorque. O documento proíbe uma ampla gama de atividades

associadas aos armamentos nucleares, tais como desenvolvimento, testagem,

produção, aquisição, posse ou estocagem de armas ou outros dispositivos

explosivos, bem como o uso e a ameaça de uso de tais armas.

 

O presidente brasileiro Michel Temer foi o primeiro chefe de Estado a assinar o tratado nesta quarta-feira (170920). Representantes de outros 40 países também assinaram o documento, que deve ser subscrito por mais chefes de Estado e ministros até o final do dia.

Para entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado por pelo menos 50 países. Hoje, o Vaticano e a Tailândia não só assinaram, como também ratificaram o documento.

As negociações que antecederam a aprovação do tratado em julho não tiveram a participação da maioria dos países com arsenais nucleares — nem de seus aliados. Há pouco mais de dois meses, após a conclusão do texto final, os Estados Unidas, o Reino Unido e a França emitiram um comunicado conjunto em que afirmavam “não ter intenção de assinar, ratificar ou jamais se tornar uma parte” do documento.

 

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