19/09/2017 (22:49)

Escravidão moderna faz 40 milhões de vítimas pelo mundo

mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas de trabalho escravo pelo mundo em 2016. Isso é o que revelou uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) feita em parceria com a Fundação Walk Free e a Organização Internacional para Migração (OIM). Documento foi o principal no primeiro dia dos t5rabalhos da Assembleia Geral da ONU.

 

A pesquisa revela que, entre as 40 milhões de vítimas da escravidão moderna, cerca de 25 milhões foram submetidas a trabalho forçado e 15 milhões foram forçadas a se casar.

Outra revelação que gerou preocupação entred os 193 países presentes é que 152 milhões de crianças com idade entre 5 e 17 anos, exerceram algum tipo de trabalho irregular.

O trabalho infantil continua concentrado principalmente na agricultura (70,9%). Um em cada cinco trabalhadores infantis trabalha no setor de serviços (17,1%), enquanto que 11,9% dos trabalhadores infantis trabalham na indústria.

As novas estimativas mostram que as mulheres e as meninas

são as mais afetadas pela escravidão moderna, chegando a

quase 29 milhões ou 71% do total. As mulheres representam 99%

das vítimas do trabalho forçado na indústria comercial do sexo e 84% dos casamentos forçados.

Maior número de crianças de 5 a 17 anos envolvidas em trabalho infantil foi encontrado na África (72,1 milhões), seguida da Ásia e do Pacífico (62 milhões), das Américas (10,7 milhões), da Europa e da Ásia Central (5,5 milhões) e dos Estados Árabes (1,2 milhões).

Nesse grupo estão 64 milhões de meninas e 88 milhões de meninos. Entre as crianças que realizam trabalhos perigosos, 38% das que têm de 5 a 14 anos e quase dois terços das que têm de 15 a 17 anos, trabalham mais de 43 horas por semana.

“A mensagem que a OIT está enviando hoje – junto com nossos parceiros da Aliança 8.7 – é muito clara: o mundo não estará em posição de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a menos que aumentemos de maneira dramática os nossos esforços para combater esses problemas. Essas novas estimativas globais podem ajudar a moldar e desenvolver intervenções para prevenir o trabalho forçado e o trabalho infantil”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

“O fato de que, como sociedade, ainda tenhamos 40 milhões de pessoas na escravidão moderna é uma vergonha para todos nós. Se considerarmos os resultados dos últimos cinco anos, para os quais coletamos dados, 89 milhões de pessoas tiveram alguma experiência de escravidão moderna, por períodos de tempo que variam de alguns dias a cinco anos.

Isso fala diretamente com a discriminação e a desigualdade enraizadas profundamente em nosso mundo atual, associadas a uma tolerância chocante da exploração. Isso precisa parar. Todos nós temos um papel a desempenhar na mudança dessa realidade – empresas, governos, sociedade civil, cada um de nós”, afirmou o presidente e fundador da Fundação Walk Free, Andrew Forrest.

 

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