16/09/2017 (20:06)

Reservatórios e rios do Paraná já mostram leitos secos

Estão praticamente secos todos os reservatórios de água da r5egião metropolitana de Curitiba e os principais rios do Paraná. Exemplo é o rio Tibagi, que em Telêmaco Borba mostra as pedras do fundo do leito, numa mostra do que está sendo a estiagem prolongada de fim de inverno. Apesar desse quadro, não há um plano para escassez no abastecimento.

 

Registro desse quadro difícil do tempo no planalto curitibano sãio as represas de Voçoroca à beira da BR-376 na Serra do Mar e do Capivari, que é uma das maiores na região. Estão com a capacidade totalmente esgotadam. As demais reservas naturais e artificiais enfrentam desafios assemelhados e já despertam atenção das autoridades. Se continuar a falta de chuvas, haverá apelo ao racionamento.

Também já vêm sendo enfrentados incêndios em todas as regiões do Brasil. bombeiros trabalham há dias para impedir a continuidade do fogo na Serra do rola-Moça e Parque Estadual Serra Verde, região metropolitana de Belo Horizonte; na aldeia indígena Bacurizinho, Maranhão; Parque Nacional do Araguaia, no mato Grosso e Tocantins; na Serra dos Pirineus, em Goiânia. Até em Curitiba, próximo do Parque Tinguí, os bombeiros tiveram de atuar para impedir um incêndio.

 

De acordo com o monitoramento feito por satélites pelo Instituto Nacional de

Pesquisas Espaciais (Inpe), houve apenas três ocasiões desde 1998 que os registros

de queimadas no mês de setembro foram superados. Em duas delas, agosto contabilizou

mais incêndios e, na outra, outubro. Em 2017, já se pode afirmar com segurança

que setembro vai superar agosto. Mesmo estando no meio do mês, já foram

registrados mais de 44 mil focos, contra 49 mil de todo o mês passado.

 

Segundo dados da Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (Seap), sete pessoas estão atualmente detidas no estado enquadradas no Artigo 41 da Lei Federal 9.605/1998. O Corpo de Bombeiro de Minas Gerais estima que, no caso específico das unidades de conservação, 99,9% de todas as queimadas ocorrem por causa humana.

Alguns estados têm legislações complementares. Em Mato Grosso, esse tipo de crime é também punível conforme decreto estadual que permite ao governo estabelecer anualmente um período de restrição ao uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais. Este ano, ele começou em 15 de julho e vai até 30 de setembro, podendo ser prorrogado em razão das condições climáticas. Infratores estão sujeitos a uma pena de seis meses a quatro anos de prisão e autuações que podem variar entre R$ 7,5 mil e R$ 1 mil por hectare.

Apesar da preocupação, o estado vem contabilizando menos incêndios em comparação com 2016. De 1º de janeiro a 10 de julho de 2017, Mato Grosso registrou 6.151 focos de calor, volume 18% inferior ao contabilizado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 7.497 focos de calor.

 

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