19/09/2017 (22:10)

Empresas pedem mais rigor contra assaltos a carros-fortes e caixas

Punição mais rígida a criminosos que assaltam carros-fortes e caixas eletrônicos com o uso de explosivos e armamento pesado. É o que pediram os empresários que transportam valores no País. Apelo foi dirigido às autoridades de Segurança e ao Judiciário, para que os criminosos sejam apreendidos e punidos com rigor. Aos deputados, leis mais graves.

 

Houve apelo para medidas de proteção a trabalhadores da área e punição mais rígida a criminosos. Discussão foi com técnicos, especialistas e parlamentares, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

 

Marcos Emanuel Torres de Paiva, presidente da Associação Brasileira de Transporte de Valores,

informou que, de 2009 a 2017, criminosos roubaram mais de R$ 600 milhões nesse tipo de

operação. Lembrou que são as empresas de transporte de valores que lidam

com a parte mais perigosa de levar o dinheiro e abastecer caixas eletrônicos.

 

Mostrou ainda o nível de especialização dos criminosos que realizam ações coordenadas, sempre em grupos de mais de 15. Em 2016, foram 46 os vigilantes feridos e 10 mortos pelas quadrilhas.

Odair Conceição, representante da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), sugeriu que os crimes nos quais são utilizadas armas de guerra, passem a integrar a lista dos hediondos.

Luiz Flávio Zampronha, da Polícia Federal, afirmou que combater o crime organizado é fácil desde que as forças policiais estejam equipadas e tenham recursos para a capacitação dos agentes.

Proteção da sociedade


Um dos autores do requerimento para a realização da audiência, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) defendeu que os agentes de segurança não sejam punidos no cumprimento de deveres.

"Não é possível que o Estado brasileiro coloque a arma na mão de um agente de segurança e, ao agir para defender a sociedade, ele primeiro tome um processo, depois tenha sua arma retirada, todas as vantagens suprimidas, enquanto o processo se desenvolve”.

Afirma então que, ou a sociedade autoriza o agente a defendê-la “ou então não podemos colocar os homens e as mulheres na rua para morrerem feito moscas."

Investimentos


Já o representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban),

Leandro Vilain, informou que foram investidos R$ 9 bilhões em

segurança privada e que há investimentos também em

tecnologia para aumentar o número de transações por meio

eletrônico, diminuindo assim a circulação de dinheiro.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada sugeriu aos parlamentares, alterações na legislação vigente para permitir que os vigilantes usem armamentos de calibre mais alto.

 

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