28/09/2017 (19:10)

Notícia falsa, mal que aumenta através das redes sociais

Notícia falsa passou a ser preocupação mundial e até levou a decisões da Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC). Facilidades de compartilhar dados por pessoas que não têm preparo técnico para avaliar o que é correto, aumentam o tamanho do desafio. Fórum em New York alerta para o descrédito deliberado da mídia e o perigo da desinformação.

 

Em meio ao aumento da proliferação de notícias falsas – “fake news”, em inglês – e

do desafio de discernir entre informações verídicas e falsas, um fórum das Nações

Unidas discutiu (170907) formas de tratar deste complexo assunto. O encontro debateu

caminhos para levar aos cidadãos as habilidades e ferramentas necessárias para

avaliar a credibilidade de qualquer conteúdo da mídia ou de uma fonte de notícias.

 

“O mundo de hoje é o mais conectado da história, através das redes sociais e da tecnologia; somos supersaturados com notícias”, disse Maher Nasser, diretor da Divisão de Promoção do Departamento de Informação Pública da ONU, durante o evento “Unravelling #FakeNews from opinion-making information” (“Desvendando as #fakenews das informações de formação de opinião”, em português.

A reunião foi organizada pela Aliança de Civilizações da ONU (UNAOC).

Como parte dos pontos destacados, Nasser mencionou a complexidade que representa distinguir notícias verdadeiras de notícias falsas, especialmente quando os algoritmos, usados por plataformas das redes sociais para fornecer conteúdo aos usuários, costumam depender das interações dos próprios usuários com seus círculos, o que acaba criando as chamadas “bolhas” dessas notícias.

 

Além disso, a facilidade de compartilhar a informação no mundo interligado de hoje

acrescenta uma nova dimensão a esses complexos desafios, disse Nasser. Destacou

a importância de os usuários verificarem a informação antes de compartilhá-la com as

redes de amigos e seguidores, por exemplo, acessando fontes confiáveis e averiguando a precisão dos fatos.

 

O evento também incluiu discussões sobre alfabetização para a mídia e contou com a participação de Alan Miller, fundador e CEO do News Literacy Project; Mitra Kalita, vice-presidente de programação da CNN Digital; Áine Kerr, gerente de parcerias jornalísticas do Facebook; Dina Temple-Raston, correspondente de contraterrorismo da National Public Radio dos EUA; e Michelle Ciulla Lipkin, diretora-executiva da National Association for Media Literacy Education.

O debate foi mediado por Jordi Torrent, gerente de projetos da Media Literacy Initiative da UNAOC.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) apresentou alguns pareceres sobre o tema das “fake news” a membros do Parlamento Europeu para conter o crescente problema e seus impactos.

 

Guy Berger, diretor de Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia da UNESCO, 

alertou sobre a seriedade da desinformação e o descrédito deliberado da mídia profissional.

Ressaltou a necessidade de melhorar a proteção de jornalistas e solicitou mais investigações

e processos judiciais para punir, quando fornecedores de notícias falsas estiverem envolvidos

em fraude, como o uso indevido de nomes de marcas de fornecedores de notícias reputados.

 

Berger também pediu que a mídia aumente a credibilidade, destacando marcas confiáveis e serviços públicos de radiodifusão, e evite a publicidade que leva a links de notícias falsas. Também pediu mais transparência em relação a inclinações políticas ou de propriedade.

 

 

“Finalmente, os jornalistas são responsáveis por acompanhar e informar sobre o fenômeno das fake news”.

 

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