21/10/2017 (12:11)

Prestação da justiça não está à altura dos gastos do Judiciário

R$ 84.846.934.555,00 é quanto o Judiciário brasileiro gastou em 2016 com a prestação jurisdicional. Maior dispêndio é com recursos humanos que totaliza R$ 75.948.590.205,00 que significam 89,5% dos recursos da União. "Outras despesas" somam R$ 8.898.344.350,00. São números dados pela presidente do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia

 

A presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou o relatório do Judiciário referente a 2016. Afirmou que tem autocrítica da situação difícil da prestação de justiça aos cidadãos brasileiros. Não escondeu que considera desafio a existência de atrasos de muitos anos para decidir em favor de trabalhadores, idosos e pessoas que recorrem ao Judiciário pedindo socorro a uma agressão de direito.


Há quase 80 milhões de processos em andamento, alguns que já esperam

até 20 anos para serem resolvidos. São esses processos atrasados que fazem

a má fama de juizes e servidores. Ganham muito mas não

decidem. "Justiça que atrasa não adianta", diz a filosofia popular. E além disso

gera aversão ao trabalho dos magistrados e de trabalhadores do segmento.

 

Há no Brasil hoje 22.450 juizes e 300.375 servidores do Judiciário. O total real é de 442.345, incluindo-se aposentados. Justamente este quadro é o que representa aquele gasto público. A despeito do atraso nas decisões, da atitude negativa dos brasileiros com respeito a esses quadros, concluem os técnicos que para vencer essa realidade de processos que estão para ser julgados, é preciso aumentar o número de juizes e servidores.

 

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