17/08/2017 (20:03)

Transporte de soja por trem cresce 182% e pressiona por nova ferrovia

Aumento de 182% na descarga de soja e farelo de soja transportada por trem, nos 8 meses de 2017, é o que está anunciando a APPA, Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. No mês de julho o crescimento foi de 6.940% com a passagem de 1.760 vagões de 55 toneladas cada um (96,8 mil toneladas). Números sugerem necessidade de ampliar a ferrovia.

 

Em 2017, os trens foram responsáveis pelo transporte de 206.635 toneladas de grãos. É uma superioridade expressiva sobre o mesmo período de 2016, quando foram descarregadas 73.260 toneladas. Ao Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), de janeiro a julho, os trens transportaram 24.334 TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

Luiz Henrique Dividino, diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), atribuiu o crescimento à priorização do modal ferroviário de descarga no Corredor de Exportação e no TCP. Para isso foram investidos R$ 600 milhões em novos equipamentos, algo que deu incremento à "inetrmodalidade".

 

Dividino destaca que, enquanto a produção agrícola faz uso de tecnologias de ponta

e o Porto de Paranaguá investiu pesado em novos equipamentos e infraestrutura, a

ferrovia não foi modernizada. “A ferrovia que conecta a produção com o Porto de

Paranaguá foi construída de 1885, por D. Pedro II. Precisamos de uma ferrovia

com engenharia do século 21, produtiva e competitiva e com o modelo ambiental necessário”.

 

Atualmente Paranaguá conta com 70 quilômetros de linhas férreas, sendo 7,5 quilômetros instalados no Corredor de Exportação do Porto.

O corredor de exportação do Porto de Paranaguá e o silo público contam com 2 moegas para descarga ferroviária. Uma é exclusiva para vagões e outra alterna a descarga ferroviário e rodoviária.

Mas foi a aquisição dos novos tombadores que ampliou a descarga de caminhões de 400 para 700 por dia no silo público do Porto
Assim o Porto de Paranaguá aumentou a capacidade para descarga de 32 milhões de toneladas/ano, o que equivale a 1.785 vagões por dia ou 89.250 toneladas/dia - encontra-se preparado para uma nova alternativa ferroviária.



Para o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araujo, o aumento da

capacidade de recebimento de vagões demonstra que o Porto de Paranaguá

está preparado para receber carga do projeto de expansão da ferrovia entre

Cascavel e Dourados, no Mato Grosso do Sul, assim como a construção do

novo trecho entre Guarapuava e Paranaguá.

 

Porto de Paranaguá recebe anualmente 9 milhões de toneladas de grãos pelas ferrovias. Porém a capacidade do Porto é muito maior, analisa o Presidente da Ferroeste.

“O Porto de Paranaguá movimenta anualmente 45 milhões de toneladas de produtos por ano, sendo que apenas 20% deste total chega por ferrovia. O Porto de Santos, por exemplo, recebe 40% da sua carga por vagões”. Este índice de 20% de cargas transportadas por vagões tem se mantido nos últimos anos e comprova o limite das ferrovias no Paraná.

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam a capacidade ociosa e ocupada por trecho em cada ferrovia do País. No caso do Paraná, os dois maiores gargalos logísticos ferroviários estão entre Curitiba e Paranaguá e Guarapuava e Ponta Grossa.

“Vendo a necessidade de aumento do transporte ferroviário, a Secretaria de Infraestrutura e Logística, por meio da Ferroeste, está buscando estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para superar estes dois maiores gargalos logísticos do Paraná”.

 

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