14/08/2017 (21:25)

Novas tecnologias vão encarecer planos de saúde em 2018

Está em vias de ser executada, sem a devida discussão, a inclusão de novas tecnologias para a prestação de serviços de saúde. Serão 26 procedimentos nas áreas de medicamentos, terapias e exames. Cálculo mostra que isso implicará no custo adicional de não menos que R$ 5,4 bilhões que obrigatoriamente o consumidor é quem vai pagar.

 

Medidas obrigatórios foram colocadas pela Agência Nacional de Saúde

Suplementar (ANS). Alerta está no estudo Estimativas de Custo e Impacto

de Tecnologias na Despesa Assistencial, divulgado (170814) pela Federação

Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as empresas operadoras de planos de saúde.

 

Valores estão revelados através dasropostas para a incorporação,após consulta pública feita em junho e julho.

Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde, explica que o custo adicional equivale a aproximadamente 4% do total das despesas assistenciais em 2016. Reclama que no grupo de trabalho que discutiu as propostas de incorporação, não houve discussão sobre os custos que a medida implicaria.

“A Agência não faz estudo de impacto, não faz estudo de custo. Sempre quem paga é quem compra o serviço, então são as empresas empregadoras e os beneficiários, as famílias. Esses são sempre aqueles que pagam pelo serviço de assistência à saúde”. De acordo com a Presidente, a discussão deve envolver toda a sociedade.

“Esse debate tem que existir e para ele existir a gente precisa ter informação. A nossa contribuição, nesse primeiro momento, foi dar a informação. Eu acho que precisa, sim, que se implemente o processo de priorização de incorporação de tecnologia, porque a renda da população não é suficiente para fazer frente a toda essa ilimitação que a indústria da assistência médica promove. Nós estamos antevendo é que, se aprovadas essas 26 tecnologias, com certeza isso será repassado ao preço e, com certeza, mais pessoas deixarão de comprar planos de saúde, por uma impossibilidade no preço desses planos”.

 

Solange disse que não foi feito o levantamento de quanto a inclusão desses procedimentos

aumentaria no custo para o beneficiário. Entre os procedimentos previstos na consulta

pública estão a cirurgia laparoscópica para tratamento de câncer de ovário e para desobstrução

das tubas uterinas; terapia imunoprofilática contra o vírus sincicial respiratório em crianças;

radiação para tratamento de ceratocone, no campo oftalmológico;

e medicamento imunobiológico para tratamento de esclerose múltipla.

 

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