09/08/2017 (20:30)

Laboratório de moda quer produção sustentável e justa

Laboratório de Moda é um projeto que está unindo as principais forças da produção têxtil e do vestuário no Brasil. Interesse final é para que o ambiente de desenvolvimento de vestuário, seja mais "sustentável" e "justo". Atuação dos segmentos de indústria e comércio, ali9ados com as instituições, pretende transformar o ambiente.

 

Integram a parceria convocada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) e Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), com o apoio do Instituto C&A e a realização do Instituto Reos.

 

Entre as estratégias do projeto, está a criação de uma “aliança

convocadora”, composta por OIT, ABVTEX e ABIT, com legitimidade

e capacidade de influenciar mudanças no setor. A partir disto,

um grupo formado por 35 líderes foi convidado a participar de

oficinas de cocriação e trabalho e da plataforma de transformação.

Entre os líderes, há representantes de marcas e varejistas, associações setoriais, indústrias, sindicato dos trabalhadores, setor público, acadêmicos, sociedade civil, entre outras organizações que compõe os diferentes elos da cadeia do vestuário. Os participantes tem conhecimento de temas-chave como informalidade, condições de trabalho precarizado ou forçado, modelo de negócio, questões ambientais, sociais e de consumo.

“Esperamos alcançar impactos positivos no futuro do mercado de moda no Brasil que reverberem pelos próximos anos. O projeto prevê resultados alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como melhores condições de vida e trabalho no setor; e consumidores mais orientados e conscientes”, afirma Edmundo Lima, diretor-executivo da ABVTEX.

O projeto visa promover iniciativas multissetoriais inovadoras criando novas realidades nas cadeias de valor; estratégias e ações transformadoras para fortalecer, influenciar e incidir nos principais desafios identificados; melhores condições de vida e trabalho no setor, com destaque às questões de gênero.

Outros pontos incluem maior diversificação e inovação industrial e de serviços; uso eficiente de recursos naturais e processos produtivos com baixo impacto ambiental; impulso a políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento sustentável do setor.

O projeto terá duas fases: a construção de cenários futuros do setor do vestuário e

o laboratório social. Na primeira, a intenção é construir, por meio de uma arquitetura

de diálogo estratégico e inovador, um conjunto de cenários relevantes,

desafiadores, plausíveis e claros para estimular a reflexão e o debate sobre

o futuro do setor do vestuário. Na segunda etapa, a intenção é criar protótipos

de iniciativas multissetoriais que tragam inovações para o setor de vestuário nos próximos anos.

“A indústria têxtil e do vestuário é um setor importante no mundo e no Brasil, empregando, disse o diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen. “A OIT está engajada em muitos países do mundo para ajudar os atores dessa cadeia de valor a melhorar as condições de trabalho, aumentar a produtividade e a renda e reduzir os impactos ambientais. O desenvolvimento sustentável dessa cadeia produtiva só pode acontecer com base num diálogo social e com a construção de parcerias entre os atores-chave”, completou.

A iniciativa tem como base as metodologias de Planejamento de Cenários Transformadores e Laboratórios Sociais, desenvolvidas e aplicadas pela Reos Partners em vários países do mundo nos últimos 20 anos. A metodologia aborda os problemas complexos de maneira sistêmica e gera impacto coletivo ao longo dos anos, em temas como educação, saúde, alimentação, energia, meio ambiente, desenvolvimento, justiça, segurança e paz.

“A colaboração entre os diferentes elos que compõem a cadeia da moda é essencial para que o setor possa ser mais justo e sustentável. Esperamos que essa iniciativa seja mais um passo nesse sentido, de construção conjunta de soluções”, declarou a diretora-executiva do Instituto C&A, Giuliana Ortega.

Representando mais de 30 mil empresas

de têxteis e confecção no Brasil, a ABIT

insere este projeto na área de sustentabilidade e inovação.

“A ABIT tem desenvolvido, divulgado e promovido palestras, congressos e workshops dedicados ao aprofundamento do tema com as empresas, buscando alinhar a produção e a distribuição aos objetivos de desenvolvimento sustentável”, disse o presidente da ABIT, Fernando Pimentel

 

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