04/08/2017 (16:10)

Golfinhos já são 400 no Porto de Paranaguá

Biólogos e pesquisadores do Programa de Monitoramento de Cetáceos anunciaram existência de 400 golfinhos na região dos Portos de Paranaguá e Antonina. Só nos últimos 3 anos surgiram 50 novos animais da espécie, mas há muitos outros desde os maiores até os microscópicos, como plânctons. Resultados atestam a saúde do ambiente marinho.

 

Portos são áreas de concentração dos cetáceos (como são chamados cientificamente

os golfinhos), que podem ser observados em toda a região, perto da Ilha do Mel,

próximo da Ilha das Cobras, na Ponta do Teixeira,

na parte interna do canal da Ilha da Cotinga e na frente da Baía de Antonina.

Estas espécies, em especial o boto cinza, única espécie de golfinho avistada até

o momento na região, utilizam a área do Porto frequentemente para pescar alimento.

Encurralam os cardumes contra os cascos dos navios para facilitar a captura dos peixes.

 

Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), criou o programa em 2013, como parte do Monitoramento da Biota Aquática e Determinação de Bioindicadores, para o Plano de Controle do Sistema de Gestão Ambiental dos Portos.

Resultado mostra que desde o ano de 2014, houve um crescimento de 14% na população de golfinhos observada. A equipe esteve percorrendo perto de 4,5 mil quilômetros pelas áreas de Paranaguá e Antonina, totalizando 300 horas embarcadas. Conseguiu fazer o registro de 55 mil imagens e 500 grupos de botos avistados.

Luiz Henrique Dividino, diretor-presidente da APPA, explica que estas espécies são bioindicadoras da qualidade da água. "Se estão no local é porque o ambiente está saudável. Monitoramos de maneira inédita o estado de conservação da fauna e da flora nas Baías de Paranaguá e Antonina. O trabalho da Appa é fiscalizado pelos órgãos ambientais e visa minimizar os impactos da atividade portuária sobre os ecossistemas existentes”.

Pesquisa observa condição dos animais

O método utilizado pelos biólogos para estudar estes animais é a foto identificação, através das marcas naturais que os golfinhos adquirem ao longo do tempo. Esses mamíferos têm contato físico entre si, inclusive com mordidas que geram marcas naturais, principalmente na nadadeira dorsal, a porção do corpo que se pode observar quando eles sobem à superfície para respirar. As marcas funcionam como uma impressão digital.

 

 

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