27/07/2017 (21:06)

Crescem as vendas nos supermercados e alguns preços caem

Aumento de 0,95% no primeiro semestre de 2017; 0,59% comparado a maio e 2,71% ante junho de 2016, são sinais positivos de vendas em supermercados no Brasil. Pesquisa foi desenvolvida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Entidade registra queda de preços em produtos como tomate, cebola, bata e pernil. M as houve aumentos.

 

Segundo a pesquisa, as maiores quedas de preço no mês de junho foram registradas

em produtos como tomate (-13,68 %), batata (-13,20 %), cebola (-7,73 %) e pernil (-4,47 %). Já

as maiores altas foram nos itens feijão (16,05 %), queijo mussarela (5,25 %), queijo

prato (4,22 %) e farinha de mandioca (2,26 %).

No mês de junho, as região Norte e Nordeste registraram alta nos preços (0,07% e 0,01 %).

As demais registraram queda: Centro-Oeste (-1,69 %) , Sudeste (-1,65 %) e Sul (-0,25 %) .

 

No mês de junho, a cesta de produtos Abrasmercado, composta de 35 produtos de largo consumo, pesquisada pela GfK e analisada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, registrou queda de -0,67%, ao passar de R$467,62 para R$467,47. Já no acumulado do ano, a cesta apresentou queda de -1,87%.

De acordo com o Índice de Confiança do Supermercadista, os empresários do setor estão menos otimistas com relação aos próximos seis meses. Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados acreditam que suas empresas estarão melhores na comparação com o momento atual.

Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 0,36% em relação ao mês de maio e, quando comparadas a junho de 2016, a alta é de 5,82%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,26%.

FGTS ajudou

"O que sentimos é que a queda da inflação, o pequeno crescimento das contratações e o dinheiro do Fundo de Garantia na compra de eletrodomésticos e móveis, fizeram o resultado ficar  positivo. Sabemos que sempre que ocorre queda de inflação há um grande poder aquisitivo, porque o consumidor ainda está com o salário que foi aumentado em uma inflação passada maior  do que a inflação presente". Foi o que disse o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto.

Segundo Sanzovo, diante do cenário econômico atual, a entidade revisou a projeção de vendas reais para o setor em 2017, que passou de 1,30% para 1,50%.

"Essa foi uma reavaliação conservadora. Alguns indicadores podiam nos levar a uma avaliação mais forte, mas dada a instabilidade política do país, resolvemos escolher a opção mais conservadora. O setor é o último a sentir quando há recessão e um dos primeiros a reagir quando a economia volta a apresentar sinais de crescimento. Acho que isso já está acontecendo. Os números indicam que a economia começa a se descolar um pouco da política".

 

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