27/07/2017 (21:06)

Professor da UFPR diz que desemprego impede redução de juros

Reduzir juros ao consumidor depende de sinais mais positivos da economia, que interrompam o ciclo de desemprego que está levando à inadimplência e outros avanços no sistema produtivo. Mas dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) já mostram geração de empregos e devem oferecer melhores índices no segundo semestre.

 

Vamberto Santana, professor de Economia Brasileira na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e consultor de economia de empresas brasileiras, observa reações favoráveis, inclusive no segmento industrial. Admite que há um temor do sistema bancário, quanto ao descumprimento dos compromissos assumidos pelos trabalhadores que perdem o emprego. Acredita que com a oferta de novos postos de trabalho conforme as tendências, o custo dos bancos deve ser reduzido e refletir na baixa de juros.   

 

Em junho os juros do cartão de crédito chegaram a 378,3% e e os demais produtos bancários

também têm taxas próximas disso. A taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou

atrasaram o pagamento mínimo da fatura subiu 6,8 pontos, passando para 460,7% ao ano,

em junho.

 

Mas o professor faz referência aos sinais benéficos que se

somam à oferta de postos de trabalho. São por exemplo a baixa da inflação, com previsão de

chegar a 2019 entre 3.8% e 3.9%. Neste mês de julho de 2017, não deve superar a 0,5%.

Também o setor industrial exibe aumento na

produção e assim também a cadeia produtiva da madeira (móveis, papel e celulose).

 

A indústria de automóveis chegou a um crescimento de 5% na venda de veículos novos. Exportações foram beneficiadas pela cotação favorável da moeda americana, o Dolar, que encontra-se estabilizada entre R$ 3,15 e R$ 3,20. Vamberto comentou que a cadeia produtiva da madeira é muito favorável ao Brasil, que tem ganhos no crescimento da matéria prima em tempo quase 50% menor que o de países onde as árvores só se tornam produtivas em 15 anos.

Outro fato0r favorável da economia brasileira é a produção agrícola. Dados de abril da Companhia Nacional do Abastecimento (CONAB) indicam que será recordista a produção agrícolas de 2017, com nada menos que 232 milhões de toneladas. Isso significa 24,3% a mais que a safra de 2016.

Única coisa que pode perturbar os caminhos de crescimento, será algum setor da atividade econômica enfrentar desafios insuperáveis para o crescimento. E o professor da UFPR aponta um perigo. Está na falta de armazens para tanta produção. Reuniões dos profissionais e empresários do setor, confirmam que pode ocorrer isso. O que acontecerá no futuro é que os produtores, não tendo onde colocar a safra, ficam desestimulados e no ano seguinte, polantam menos.

 

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