26/07/2017 (21:30)

Equipe econômica baixa juros 1% que ficam em 9,25% ao ano

Equipe econômica que trabalha para a recuperação do Brasil, decidiu baixar 1% na taxa básica de juros, a taxa Selic. Assim o índice anual cai para 9,25% "sem viés", conforme anúncio feito pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Disseram os dirigentes que os indicadores mostram na direção da estabilidade desde o curto prazo.

 

comunicado feito pelo Banco Central é otimista

Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em um ponto percentual, para 9,25% a.a., sem viés.
A atualização do cenário básico do Copom pode ser descrita com as seguintes observações:
O conjunto dos indicadores de atividade econômica divulgados desde a última reunião do Copom permanece compatível com estabilização da economia brasileira no curto prazo e recuperação gradual. O recente aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia impactou negativamente índices de confiança dos agentes econômicos. No entanto, a informação disponível sugere que o impacto dessa queda de confiança na atividade tem sido, até o momento, limitado

O cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica global tem se recuperado gradualmente, sem pressionar as condições financeiras nas economias avançadas. Isso contribui para manter o apetite ao risco em relação a economias emergentes. Além disso, houve arrefecimento de possíveis mudanças de política econômica em alguns países centrais;

O comportamento da inflação permanece favorável com desinflação difundida, inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Até o momento, os efeitos de curto prazo do aumento de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia não se mostram inflacionários nem desinflacionários

 

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus recuaram para em torno de 3,3%

para 2017 e para 4,2% para 2018 e encontram-se em torno de 4,25% para 2019 e 4,0% para 2020; e

No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as

projeções do Copom recuaram para em torno de 3,6% para 2017 e 4,3% para 2018.

Esse cenário supõe trajetória de juros que alcança 8,0% ao final de 2017 e mantém-se nesse patamar até o final de 2018. 

 

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros em um ponto percentual, para 9,25% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária.

O Copom ressalta que a extensão do ciclo de flexibilização monetária dependerá de fatores conjunturais e das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira. O Comitê entende que a evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia (principalmente das fiscais e creditícias) é importante para a queda das estimativas da taxa de juros estrutural.  Essas estimativas continuarão a ser reavaliadas pelo Comitê ao longo do tempo.

 

O Copom ressalta que a manutenção das condições econômicas, até este momento, a despeito do aumento

de incerteza quanto ao ritmo de implementação de reformas e ajustes na economia, permitiu a manutenção

do ritmo de flexibilização nesta reunião. Para a próxima reunião, a manutenção deste ritmo dependerá

da permanência das condições descritas no cenário básico do Copom e de estimativas da extensão do ciclo.

O ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da

atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa

da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.

 

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.

 

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