15/07/2017 (13:59)

INSS aposta no sistema digital para resolver filas. Mas há problemas

Mais de 45 milhões de pessoas vão às agências do INSS anualmente, boa parte só para fazer consultas ou pegar documentos. O projeto INSS Digital pretende usar o processo eletrônico para várias demandas, para diminuir o fluxo e a espera pela resolução dos pedidos de benefícios. Hoje em dia, alguns segurados aguardam até 6 meses para serem atendidos.

 

Oferta de uso do site meu.inss.gov.br, esbarra em sérios problemas decorrentes

do processo de comunicação complicado pelos desenvolvedores do sistema. Simplesmente

torna inviável a partir de segurados que não estão cadastrados e quando usam

por exemplo, windows explorer e outros assemelhados. E o piro é que a Ouvidoria

do INSS demora mais de 30 dias para dar resposta ao pedido de socorro. Só

boa vontade não vai resolver e o que se pretende simplificar, está sendo complicado.

 

Leonardo Gadelha, presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e Jobson Sales, diretor de atendimento do órgão, mostraram como o órgão está mudando o modelo de atendimento ao cidadão em audiência pública na Câmara dos Deputados (170712).

Um dos canais para apressar o atendimento é a plataforma digital chamada "Meu INSS", que já tem 1,6 milhão de senhas cadastradas. Vários serviços podem ser solicitados ali. A plataforma digital pode ser acessada pelo endereço: meu.inss.gov.br

Outra providência são acordos de cooperação técnica com sindicatos, prefeituras e outras entidades, também para substituir a solicitação presencial por um requerimento eletrônico. Internamente, um sistema de gerenciamento de tarefas ajuda a acelerar a análise dos processos.

 

Serviços em agências


A economia não é só de dinheiro: a ideia, por exemplo, é gastar menos papel e menos espaço para armazenar documentos físicos. Mas o serviço das agências não será eliminado. Foi o que garantiu o presidente do INSS, Leonardo Gadelha, ao responder a um internauta sobre o atendimento a idosos que não têm intimidade com tecnologia.

"Vamos caminhar em paralelo com os dois sistemas enquanto houver necessidade de atendimento presencial. Nenhum cidadão brasileiro será privado de ir até uma agência, de conversar com um servidor do INSS, de poder solucionar o seu problema pessoalmente, se essa for a sua disposição", destacou Gadelha.

Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, o deputado Gilberto Nascimento aprovou as mudanças. "Eles estão reduzindo custos, aumentando a produtividade e o atendimento aos idosos. E, para nós, é isso que interessa: que os nossos idosos, que o nosso povo brasileiro seja bem atendido quando vai a uma repartição pública."

 

27 anos do INSS


As inovações tecnológicas adotadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram tema de audiência pública promovida pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Seguridade Social e Família; e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

O evento, proposto pelos deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP), Júlia Marinho (PSC-PA) e Professor Victório Galli (PSC-MT), também comemorou os 27 anos do INSS, completados em 27 de junho.

Cortar custos


Além da agilidade, as novidades tecnológicas têm o objetivo de cortar custos. Só no ano passado, o órgão pagou 250 milhões de reais de correção monetária a titulares de processos que demoraram mais de 45 dias para serem finalizados.

O diretor de atendimento do INSS, Jobson Sales, mostrou como o gasto de tempo e dinheiro penaliza também quem vai atrás dos seus direitos. "Há segurados na Bacia Amazônica, por exemplo, que têm que se deslocar cinco dias pagando cerca de mil reais por um transporte de barco para conseguir o acesso ao serviço previdenciário. Não basta ter direitos, é preciso garantir o acesso a esses direitos".

 

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