14/08/2017 (22:02)

Governo ganha R$ 80 milhões com farmácia popular renovada

Governo anunciou que está implantando o novo sistema de distribuição de medicamentos para atender 10 milhões de brasileiros e com isso economizar R$ 80 milhões. Agora os remédios serão entregues diretamente nas unidades de saúde em associação com os estados. Haverá 84 mil farmácias credenciadas com a missão de facilitar o acesso aos que necessitam.

 

Farmácia Popular foi um nome deturpado e assumido por empresários inerscrupulosos que emcareceram os medicamentos às vezes além dos preços do mercado. Completamente desprestigiado pelos  consumidores, os mais pobres e necessitados, o Governo pelo Ministério da Súde, quer restaurar a filosofia do programa. Espera colocar medicamentos com até 90% de desconto e tornar o acesso mais facilitado.

 

São remédios destinados às doenças

mais comuns como diabetes, asma,

mal de Parkinson, osteorporose.

 

Ricardo Barros, ministro da Saúde, afirmou em São Paulo que o sistema conseguiu econo0mizar R$ 3,5 bilhões com a renegociação de contratos. Falou que está investindo na modernização do SUS (Sistema Único de Sáude). Além da atualização de prontuários, vai digitalizar as 27 mil unidades básicas de saúde, das 48 mil existentes.

Objetivo é promover uma "gestão eficiente" do SUS para dar acesso aos que rpecisam, sem as demoradas filas. Anunciou mais ainda a renovação de 50% das ambulâncias do SAMU, que resultará na aquisição de 35 mil veículos.

 

 

170715 - 12:47 horas

Farmácia popular extinta porque gasta R$ 80 milhões com estrutura

Em boa hora os parlamentares estão recebendo expertos para discutir o programa "farmácia popular". Atraídos pela oferta de remédios a baixo preço, muito inferiores aos do mercado, o nome ficou consagrado. Mas houve inversão, pela qual o que o sistema oficial protegia acabou deturpado por filas, burocracia e a falta de itens receitados pelos médicos

 

 

Até o mês de agosto serão fechados os postos de venda oficiais. Por isso,

na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados foram

pedidos esclarecimentos do Governo Federal sobre mudanças no Programa

Farmácia Popular. É que a infraestrutura está scustando R$ 80 milhões, dos R$ 100 milhões

do orçamento do Programa. Significa que aí também está ocorrendo contágio

por corrupção ou desvios para o destino construtivo do dinheiro. Governo

vai destinar os recursos para estados e municípios administrarem a compra de remédios.

 

Informações mais claras


A deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) apoiou a iniciativa, mas cobrou informações mais claras: "Está dando a sensação para a população, que não tem mais o Programa Farmácia Popular. O que não está tendo mais é a Farmácia Popular Própria, aquela onde o espaço é público, onde os farmacêuticos são servidores públicos ou contratados".

Já o representante da Confederação Nacional de Municípios, Denílson Magalhães, pediu que o Ministério da Saúde aumente a parceria com farmácias e drogarias da rede privada, antes de fechar as lojas próprias da farmácia popular. Durante a audiência na Comissão de Seguridade Social, o representante das indústrias farmacêuticas, Bruno de Abreu, alertou para a necessidade de manter as lojas próprias de farmácias populares em municípios onde ainda não existe rede privada.

"O Farmácia Popular na rede privada garante acesso à população que tem um poder aquisitivo um pouco melhor e que pode pagar pelo medicamento na farmácia. Isso ajuda muito os municípios, os estados e a União e principalmente garante à população assistência farmacêutica adequada", afirmou.

Dificultar acesso


Para o Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald dos Santos, a decisão de fechar as farmácias populares pode dificultar o acesso da população aos medicamentos.

“Uma das principais contratações que o povo brasileiro fez na Constituição de 88 foi estabelecer um Estado que pudesse promover a proteção social. E a proteção social é justamente o que esse indicador do fechamento da farmácia popular está apontando que está ameaçado”, ressaltou.

Há deturpação do nome "popular" cuja ideia era oferecer remédios

aos mais pobres do País. Empresários ocuparam a marca e hoje instalaram

postos de venda com o nome "farmácia popular". Mas quando as

pessoas chegam para pedir os medicamentos, são

surpreendidos às vezes com preços iguais ou

superiores aos dos concorrentes do sistema de coércio normal.

 

 

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