22/07/2017 (20:13)

Planejamento reprodutivo, estratégia contra avanço da pobreza

Planejar nascimentos é uma questão que está retornando aos debates, diante do superpopulacionamento de todos os países do mundo, hoje 195. Técnicos do Fundo de Populações circulam em reuniões técnicas que devem abranger 69 países mais pobres. São as mulheres os alvos iniciais, num processo que deve alcançar escolares e todos os segmentos sociais.

 

Natalia Kanem, diretora-executiva em exercício do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), lembrou que, todos os dias, mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente as mais pobres e refugiadas, enfrentam obstáculos sociais, econômicos e geográficos para terem acesso a informações e serviços de planejamento reprodutivo.

 

Há 50 anos, o então secretário-geral das Nações Unidas estabeleceu o

Fundo de População da ONU, o UNFPA. Desde que iniciou as atividades,

em 1969, a Agência colabora para remover os obstáculos relacionados

ao planejamento reprodutivo e garantir os direitos reprodutivos das

mulheres. O UNFPA contribuiu para quase dobrar o uso de métodos

modernos de contracepção — de 36% em 1970 para 64% em 2016.

 

“Apesar do impressionante progresso, desafios enormes permanecem: 214 milhões de mulheres em países em desenvolvimento não têm acesso a métodos efetivos e seguros de planejamento reprodutivo. A maior parte dessas mulheres vive nos 69 países mais pobres do mundo. Satisfazer às suas demandas não atendidas salvaria vidas, uma vez que evitaria 67 milhões de gestações não planejadas e reduziria para um terço as aproximadas 303 mil mortes maternas anuais”, declarou Natalia em comunicado.

Cuidados com a saúde reprodutiva, incluindo o planejamento reprodutivo voluntário, podem melhorar as economias globais, lembrou. Além disso, um sistema de saúde reprodutiva mais efetivo pode empoderar a mulher a terminar seus estudos, unir-se à força de trabalho, ser mais produtiva em seus empregos, ganhar maiores salários e aumentar suas economias e investimentos, ou seja, contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Para cada dólar gasto em métodos contraceptivos, o custo dos gastos em cuidados relacionados à gravidez é reduzido em 2,30 dólar, afirmou a diretora-executiva em exercício do UNFPA.

 

Prosperidade para todas as pessoas

O planejamento reprodutivo é, portanto, fundamental para alcançar o

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 1, que visa a acabar

com a pobreza. É, também, a chave para atingir

os outros objetivos, como eliminar

a fome e promover a saúde e a igualdade de gênero.

 

“O UNFPA estabeleceu um objetivo ambicioso e transformador para eliminar as demandas insatisfeitas por planejamento reprodutivo até 2030. Neste Dia Mundial da População, pedimos ajuda a todos os governos e a todas as pessoas interessadas para atingir este objetivo.”

O UNFPA pede, também, aos 179 governos que sancionaram o Programa de Ação da Conferência Internacional do Cairo para População e Desenvolvimento de 1994 que cumpram seus compromissos visando ao acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, o que inclui o planejamento reprodutivo voluntário. Isto significa não apenas assegurar a saúde e os direitos, mas investir no desenvolvimento econômico e no progresso e prosperidade da humanidade, disse Natalia.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

xozkJ3