25/07/2017 (20:32)

Segurança cibernética mexe com governos do mundo pela proteção

Jurídico, técnico, organizacional, capacitação e cooperação internacional. Estes são os itens da Agenda Global de Segurança Cibernética, com a qual nem 50% dos países estão comprometidos. A falta de proteção para dados digitais é tamanha, que em 27 de junho de 2017 houve uma invasão que anulou os sistemas internacionais em todo o mundo.

 

Números da União Internacional de Telecomunicações (UIT), mostram que 38% dos países possuem estratégias cibernéticas qualificadas; mas há 12% que estão empenhados no desenvolvimento de uma proteção que enfrente os desafios da modernidade. Dados foram levantados pelo Índice de Segurança Cibernética Global (GCI).

A agência da ONU pediu que mais nações considerem políticas nacionais para proteção contra crimes cibernéticos. Só no último mês, um ataque cibernético paralisou dezenas de milhares de máquinas em todo o mundo. Ressaltou a necessidade de mais esforços nessa área crítica, já que isso transmite que os governos consideram os riscos digitais uma alta prioridade.

 

“A segurança cibernética é um ecossistema em que leis, organizações, habilidades,

cooperação e implementação técnica precisam estar em harmonia para ter maior

efetividade”, indicou o relatório, acrescentando que essa área “está se tornando cada

vez mais relevante nas mentes dos responsáveis pelas decisões nos países”.

Segundo o relatório, as 10 nações mais comprometidas são, nesta

ordem: Cingapura, Estados Unidos, Malásia, Omã, Estônia,

Maurícia, Austrália, Geórgia, França e Canadá. A Rússia ocupa o 11º lugar.

 

Além de mostrar o compromisso dos 193 Estados-membros da UIT com a segurança cibernética, o índice também mostra a melhoria e o fortalecimento dos 5 pilares da Agenda Global de Segurança Cibernética: jurídico, técnico, organizacional, capacitação e cooperação internacional.

O risco é particularmente preocupante quando, em 2016, de acordo com UIT, cerca de 1% dos e-mail enviados no mundo eram ataques maliciosos, a maior taxa nos últimos anos.

Em junho, um ataque cibernético paralisou dezenas de milhares de máquinas em todo o mundo. Não está claro quem estava por trás desses ataques.

“Enquanto o impacto gerado por ciberataques, como os realizados em 27 de junho de 2017, não pode ser eliminado completamente, medidas de prevenção e redução dos riscos apresentados pelas ameaças cibernéticas devem ser sempre colocadas em primeiro lugar”, disse o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao.

Resultados mostram que há um “espaço para maior aperfeiçoamento e cooperação” em todos os níveis. O relatório defende ainda a necessidade de incentivar os governos a considerar políticas nacionais que levem em conta a segurança cibernética, além de encorajar os cidadãos a tomar decisões inteligentes online.

 

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