29/06/2018 (21:02)

Nova base do Brasil na Antártica vai funcionar em 2020

Será inaugurada em março de 2019 a nova estação brasileira de pesquisas na Antártica; mas o "funcionamento pleno" ocorrerá só em 2020. A despeito das dificuldades de arregimentar recursos, as pesquisas continuam em andamento com 66 pessoas nos 17 laboratórios que trabalham em locais improvisados devido ao incêndio que destruiu a base em 2012.

 

Informações são do Almirante Guido o responsável pela Estação polar, mostram que   

a nova estação tem 4.500 metros quadrados, 2 mil a mais que a antiga, justamente para

contar com 14 laboratórios.  Ficará construida a uma altura superior a 3 metros,

para isolar-se das massas de gelo que antigamente cobriam a Estação incendiada.

A empresa chinesa que está construindo a estação, ao custo

de pouco mais de R$ 300 milhões, realiza a obra desde o início do

verão antártico. Laboratórios são construídos com uma tecnologia de ponta

do que há de melhor no mundo para pesquisa polar. Os equipamentos

já estão dentro do contrato.

 

Pesquisadores estiveram reunidos na Câmara dos Deputados para tratar da viabilização0 financeira para a continuidade das pesquiusas, algo que está vivendo momentos difíceis. Um edital será lançado neste mês de julho de 2018, para arregimentar recursos. Algo semelhante foi feito em 2013 pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e resultou em R$ 11 milhões.

A pesquisadora Tamara Dantas, da Universidade de Brasília, alertou que algumas pesquisas estão paralisadas por falta de recursos. Falou sobre a expectativa em relação ao edital, com previsão de R$ 14 milhões, para o desenvolvimento dos estudos brasileiros na região.

"O edital anterior é de 2013, então todos os recursos já foram esgotados. Existem pesquisas que têm um custo de laboratório muito alto de cerca de R$ 1 milhão, para pesquisas que duram 3 a 4 anos". Estão envolvidos em torno de 200 estudiosos nas áreas, como glaciologia, mineralogia e biologia.

Importância das pesquisas


Organismos presentes na Antártica são fontes de substância para combater

doença de chagas, leishmaniose, tuberculose, malária e alguns tipos de

câncer. As pesquisas na Antártica são importantes até mesmo para

o combate aos vírus da dengue e da chikungunyia.

 

Recursos para o programa

 

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Os pesquisadores contam com a logística oferecida pela Marinha, principalmente nos 7 meses de inverno. Durante esse período, quando as temperaturas alcançam 30 graus abaixo de zero, uma equipe de 16 militares é responsável por manter a estação funcionando.

 

Os recursos para logística são da Marinha, enquanto aqueles destinados à pesquisa vêm

do orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e emendas parlamentares

aprovadas com apoio da frente parlamentar. Segundo o secretário da Comissão Interministerial

de Recursos do Mar, almirante Sérgio Guida, os recursos ficam aquém do necessário.

"Hoje, para mantermos o projeto vivo, precisamos de R$ 38 milhões por ano. A Marinha tem

contribuído com quase toda a totalidade do valor, além da Petrobrás e da Força

Aérea Brasileira. Mas hoje precisamos de R$ 230 milhões, no mínimo,

para um novo navio polar com a capacidade de quebrar gelo."

 

Para ser ter uma ideia, os EUA têm 3 estações e 5 navios quebra-gelo, a Argentina tem 4 estações (uma a mais do que o Chile) e 4 navios desse tipo, o mesmo número de navios do Chile. A África do Sul, com uma estação, tem o navio polar que falta ao Brasil.

Nos últimos anos, emendas parlamentares são usadas para complementar os recursos oriundos da Marinha. A presidente da Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Programa Antártico, deputada Maria Helena (MDB-RR), ressalta também a influência do grupo para o lançamento do próximo edital para o programa antártico. "Conseguimos junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia um edital, que deverá ser lançado agora em julho, também para desenvolvimento de pesquisa que deverá iniciar ainda neste ano."

 

 

170712 - 02:37 horas

Estação brasileira na Antártica ficará pronta em março de 2018

Nova estação brasileira na Antártica será inaugurada em março de 2018, quando iniciar o verão. Terá o dobro do tamanho da Comandante Ferraz, destruída por um incêndio em 2012. Edifício de 2 prédios começa ser montado no mês de outubro de 2017, pelos técnicos da China e custará R$ 300 milhões. Pesquisas serão ampliadas nos 14 laboratórios.

A antiga estação Comandante Ferraz pegou fogo em 2012 e, desde então, com a ajuda da frente parlamentar, vêm sendo destinados recursos para a pesquisa brasileira com suporte das estações de outros países e dos próprios navios da Marinha.


 A nova estação tem 4.500 metros quadrados, 2 mil a mais que a antiga, justamente para

contar com mais laboratórios.  Ficará construida a uma altura superior a 3 metros,

para isolar-se das massas de gelo que antigamente cobriam a Estação incendiada.

A empresa chinesa que está construindo a estação, ao custo

de pouco mais de R$ 300 milhões, deve começar a montar os dois prédios em outubro, no

início do verão antártico, como explicou Polejack. "Vão ser 14 laboratórios construídos com

uma tecnologia de ponta do que há de melhor no mundo para pesquisa polar. Os equipamentos

já estão dentro do contrato. Então a gente está só esperando ficar tudo pronto, a

comunidade científica está só aguardando para poder usar os equipamentos e laboratórios."

 

Entre as pesquisas realizadas no continente antártico, Polejack destaca estudos sobre mudanças climáticas e sobre a biodiversidade local. O chamado fungo azul estudado por cientistas brasileiros pode ser eficaz no combate ao vírus da dengue. Outros organismos que conseguem sobreviver a baixas temperaturas podem ser eficientes no desenvolvimento de produtos para proteção contra raios ultravioleta.

Brasil corre o risco de inaugurar a nova estação Antártica Comandante Ferraz em março de 2018 e não conseguir mandar pesquisadores para usar os novos laboratórios. De acordo com o coordenador-geral de Oceano, Antártica e Geociências, da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Andrei de Abreu Sodré Polejack, não existem recursos previstos para o lançamento de edital de pesquisa científica para o ano que vem.

Segundo Andrei Polejack, o Brasil é um dos 29 países com direito a voto sobre o futuro do continente antártico,
mas uma das condições é a manutenção das pesquisas. Fazem parte do Tratado Antártico 59 países.

Em evento da Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Programa Antártico Brasileiro na Câmara, o presidente em exercício da Casa, deputado Fábio Ramalho, disse, porém, que os deputados vão buscar os recursos necessários.

A deputada Maria Helena (PSB-RR) afirmou que também será necessário garantir a liberação dos recursos para 2017. "Já é difícil pesquisar e produzir resultados científicos, em ambiente favorável, normal; imagine no continente antártico. Como a pesquisa brasileira é da maior importância, esses resultados têm relevância não só para o Brasil, mas para o mundo. Precisamos investir também na pesquisa. Nós temos hoje 300 cientistas no continente antártico, desenvolvendo pesquisa."

 

 

 

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