01/06/2017 (21:23)

Só aprovação de reformas pode validar festa pelo PIB 1% positivo no Brasil

"Acabou a recessão". Esta frase do Presidente da República, Michel Temer, abriu a comemoração sobre o aumento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), no primeiro trimestre de 2017, comparado com o último de 2016. Mas os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ainda que positivos surgem impregnados de obstáculos.

 

Brasileiros devem cultivar otimismo, porque o dado é o primeiro em 2 anos de recessão,

provocada pela corrupção e erros na condução da política econômica. Mas infelizmente

não é como diz o Presidente. Para ser superada de verdade, a recessão terá que

ultrapassar o grave quadro político e ser empurrada pela aprovação de reformas estruturais

como da Previdência, trabalhista e política. Parlamentares que se degladiam no Congresso

sem olhar para o principal, que é o País, devem urgentemente olhar para esses e outros

detalhes, maioria agravantres da economia e do desenvolvimento.

 

Os dados relativos ao PIB indicam que, na comparação com o mesmo período de 2016, houve recuo de 0,4%. Já no resultado acumulado nos quatro trimestres terminados em março último (o PIB anualizado) a economia brasileira recuou 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Em valores de mercado, o Produto Interno Bruto fechou o primeiro trimestre de 2017, totalizando R$ 1,595 trilhão. Ainda em valores de mercado, a agropecuária registrou R$ 93,4 bilhões, a indústria R$ 291,1 bilhões e os serviços R$ 996,4 bilhões.

 

Superávit da balança comercial

A balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 29 bilhões de janeiro a maio deste ano. O saldo positivo é o maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. Em maio, a balança teve superávit de US$ 7,661 bilhões, recorde mensal. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

A balança comercial tem superávit quando as exportações (vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior) superam as importações (compras do país no exterior).

No mês de maio, as exportações brasileiras ficaram em US$ 19,792 bilhões, superando os US$ 12,131 bilhões em importações. As exportações cresceram 7,5% em relação a maio de 2016 segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. Ante abril deste ano, houve queda de 8,4%.

As importações, por sua vez, cresceram 4% na comparação com maio do ano passado e caíram 7,4% em relação a abril deste ano, também segundo o critério da média diária.

Repercussão

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também comentou o resultado: “Hoje é um dia histórico. Depois de dois anos, o Brasil saiu da pior recessão do século". Para o ministro, o forte crescimento da economia neste início de ano é uma comprovação de que esse processo já mudou. “Ainda há um caminho a ser percorrido para alcançarmos a plena recuperação econômica, mas estamos na direção correta”, concluiu.

Em um vídeo publicado também no Twitter, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o crescimento do PIB foi obtido com a ajuda dos agricultores familiares. “A agricultura familiar contribuiu bastante, com todo esforço de nosso pequeno agricultor, para que esse PIB do primeiro trimestre de 2017 fosse um crescimento de 1% para todos brasileiros. Isso é muito bom”, disse Padilha ao lembrar o lançamento do Plano Safra 2017/2020. “Ontem no Palácio [do Planalto], tivemos lançamento do Plano Safra. São R$ 30 bilhões em crédito para o agricultor familiar. Para assistência técnica e também para o crédito fundiário, para pequenas aquisições de terras”, disse Padilha.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, disse que o país vai finalmente atravessar a ponte para o futuro. "Agora temos condições de começar, de fato, a travessia da ponte para um futuro que terá como característica a ampla e generosa geração de renda para que os brasileiros possam construir sua vida, ter ganhos e esperança de que com o esforço de seu trabalho as coisas melhorem para eles e suas famílias".

Planejamento

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, também comentou o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2017. Segundo ele, o crescimento de 1% interrompeu a mais longa recessão da história econômica recente do país.

"É importante ressaltar que este resultado reflete um conjunto de ações de política econômica que tem sido implementado nos últimos 12 meses e, em particular, o avanço das reformas econômicas no Congresso", acrescentou o ministro.

De acordo com Dyogo Oliveira, a recuperação do PIB "é explicada pela expansão, pelo lado da oferta, do setor agrícola (+13,4%) e, pelo lado da demanda, pelo setor exportador (+4,8%)". Para o ministro, também é importante destacar o crescimento da indústria de 0,9% e a recuperação do setor de serviços, "que saiu de uma taxa negativa de 0,7% no trimestre anterior para uma taxa neutra. Ou seja, houve uma recuperação nos três setores agregados da economia".

 

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