01/06/2017 (14:24)

Brasileiro protesta contra impostos e gera filas em postos de gasolina

Quase R$ 1 trilhão de impostos pagos nos 153 primeiros dias de 2017, completados hoje, 1º de junho. Numero real é R$ 917 bilhões, soma astronômica que há muito gera protestos da população, assim como fez agora. Empresários de revenda de combustíveis em 12 estados e Distrito Federal venderam a R$ 214 o litro de gasolina, valor sem imposto.

 

Apesar das constantes denúncias dos milhares de contribuintes, nem o Congresso Nacional

e nem o Executivo, decidem simplificar o sistema. Prolongam-se em discussões enganosas

enquanto o tempo passa em décadas. E pior ainda é o excesso de burocracia da Receita Federal,

complicando a vida dos mais simples pagantes com filas e dificuldfade para justificar qualquer

coisa. Muito pior se quiser receber de volta o que pagou enganado, a mais! Tem que se

submeter a outra instituição que tem mais de 100 milhões de processos para julgar: o Judiciário.

 

Na Câmara Federal, o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), já adiantou, já informou que na reforma tributária da qual é relator está proposta a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que unificaria outros tributos.

José Matias-Pereira, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) especialista na área de finanças públicas, afirma que uma reforma tributária no Brasil só será efetiva se houver mudanças estruturais. “O que precisamos discutir no Brasil são os impostos indiretos que a população paga consumindo, seja arroz, feijão, remédio ou transporte. Os países desenvolvidos avançam muito mais na cobrança de impostos diretos. Aqui, você tributa muito mais sobre o consumo e os impostos diretos você alivia. As pessoas de menor renda acabam sendo as mais oneradas”.

Raphael Paganini, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem) do Distrito Federal, mostrou essa indignação ao incentivar o DFia da Liberdade de Impostos, que organizou: “É um dos percentuais mais altos do mundo. Está no patamar de países como Noruega (157 dias), Dinamarca (176 dias), Suécia (163 dias) e Áustria (158 dias). Lá tem carga tributária muito alta, mas a contrapartida do Estado em forma de serviços para a população é muito melhor. Não é por falta de dinheiro que os serviços não estão sendo prestados de maneira adequada no Brasil”.

 

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