29/05/2017 (21:36)

Brasil promete em Genebra, reduzir 30% da obesidade em adultos

Meta é até 2019 para o Brasil. Deter o crescimento da obesidade em adultos, reduzir 30% o consumo de bebidas açucaradas e alcançar pelo menos 17,8% das pessoas com a inclusão diária de alimentação com frutas e hortaliças. Foi o primeiro País a aderir ao SMART (sigla em inglês para “específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo").

 

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi quem assinou o documento em Genebra,

comprometendo-se a executar medidas específicas para chegar às metas exigidas

pela Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição. Entre as iniciativas,

estão medidas fiscais (como reduções de impostos e criação de subsídio) para

diminuir o preço dos alimentos frescos, empréstimos de microcrédito para

agricultores familiares e transferências de dinheiro para famílias pobres, 

a fim de garantir que possam comprar produtos frescos.

 

Governo brasileiro também se comprometeu a fornecer refeições saudáveis e levar educação nutricional para crianças em escolas públicas, bem como aumentar a compra de alimentos de agricultores familiares. O País vai desenvolver e distribuir novos materiais educacionais sobre dietas adequadas para a população, professores e profissionais de saúde.

Diz o Ministro, que o Brasil reduzirá a quantidade de sal e açúcar em alimentos processados e revisará a regulação sobre rotulagem de alimentos, de modo que os açúcares adicionados apareçam na parte da frente do pacote.

Outras iniciativas anunciadas incluem a regulação da promoção de comidas e bebidas que têm como público-alvo as crianças, bem como a restrição da venda e da publicidade de alimentos processados em instituições educacionais, de saúde e agências públicas.

O Brasil declarou ainda que vai estimular a amamentação por meio das unidades básicas de saúde do país, aumentar o número de instalações para a prática de atividade física e melhorar o acesso a cuidados para pessoas com excesso de peso ou obesidade.

Em abril de 2016, a Assembleia Geral da ONU proclamou o período de 2016 a 2025 como a Década de Ação para a Nutrição. Liderada pela OMS e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o decênio é um marco para estimular Estados-membros a assumir compromissos pela nutrição adequada de suas populações.

Contra as doenças não transmissíveis

Atualmente, as doenças não transmissíveis são a causa de mais de 70%

das mortes no Brasil. O excesso de peso e a obesidade são fatores de

risco significativos para esse problema de saúde, que engloba enfermidades

cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e alguns tipos de câncer.

 

“Nas Américas, as doenças não transmissíveis são a principal causa de óbitos prematuros. Espero que outros países da região acompanhem o Brasil e tomem medidas para implementar esse tipo de ação. Tenho orgulho de que a região das Américas esteja assumindo a liderança na Década de Ação sobre Nutrição, e a OPAS e a OMS estão prontas para ajudá-lo a implementar esses compromissos”, disse Carissa Etienne.

           Década de Ação para Nutrição pede atuação política em 6 áreas-chave:

  1. Criar sistemas alimentares sustentáveis e resilientes para dietas saudáveis;

  2. Prestar assistência social e educação nutricional para todos;

  3. Alinhar os sistemas de saúde com as necessidades nutricionais e fornecer cobertura universal às intervenções nutricionais essenciais;

  4. Garantir que as políticas de comércio e investimento melhorem a nutrição;

  5. Construir ambientes seguros e propícios à nutrição em todas as idades

  6. Fortalecer e promover a governança e responsabilização em nutrição.

 

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