14/04/2018 (10:22)

Há 1 ano peritos confirmam uso de gases sarin e mostarda na Síria

Não é agora que os técnicos internacionais convocados para analisar provas na guerra da Síria, confirmam o uso de gás sarin e mostarda de enxofre. Também foram relatados à ONU, os abusos contra crianças, idosos, doentes em hospitais e a população em geral. Certificados de maio de 2017 relatam os horrores da atitude irresponsável em todo País.

 

Evidências denunciadas publicamente em todos os 195 países filiados à Organização das Nações Unidas, indicavam que era necessário uma atitude da comunidade mundial. Bo9mbardeios dos EUA, Inglaterra e Fran~ça foram decididos num momento crucial do sofrimento de pessoas indefesas. Maioria sofrerá os reflexos no organismo e ficarão doentes, significando que é preciso socorro da solidariedade internacional.

Problemas conhecidos

Gases com a composição de mostardas de enxofre e sarin, foram usados na guerra da Síria. Comprovação saiu agora (170523) e foram mostradas ao Conselho de Segurança das Nações Unidas pelos peritos destacados pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ). Bombas foram usadas em Alepo e Um Hosh nos anos de 2016 e recentemente, em 2017.

 

“Esta é uma questão sobre a qual as Nações Unidas não podem ser neutras”,

declarou Izumi Nakamitsu, chefe da ONU para Assuntos de Desarmamento,

numa declaração ao Conselho de Segurança.

Amostras foram retiradas de um ataque em 16 de setembro de 2016 e 

4 de abril, em Khan Shaykhoun, uma área rural síria.

 

Falando aos integrantes da ONU pela primeira vez desde a nomeação, Izumi Nakamitsu enfatizou que o uso de armas químicas por qualquer um – seja por forças governamentais, facções terroristas ou grupos armados de oposição – nunca poderia ser justificado, independentemente de provocação ou circunstância.

Segundo determinação do órgão da ONU, a OPAQ enviou uma missão de inquérito em duas ocasiões, após denúncias de uso de armas químicas em setembro de 2016 em Um Hosh, área rural de Alepo. Membros da missão realizaram entrevistas, coletaram depoimentos e revisaram documentos, além de considerar informações fornecidas pelas autoridades sírias, acrescentou.

Embora a situação de segurança tenha impedido a equipe de visitar o local do incidente, acrescentou Izumi, a OPAQ foi capaz de analisar amostras de sangue de duas vítimas que estavam na área do ataque. Segundo as amostras, as duas pessoas – ambas do sexo feminino – sofreram exposição a mostarda de enxofre.

Em relação ao incidente relatado em Khan Shaykhoun, no dia 4 de abril – foco de outro relatório da OPAQ solicitado pelo Conselho –, a representante da ONU informou que, após uma avaliação preliminar, uma missão de inquérito havia sido enviada para um país vizinho, realizando entrevistas e a coleta de amostras biomédicas do incidente. Recebeu também amostras biológicas de animais mortos que estavam perto do ponto de impacto suspeito.

Enfatizando que o relatório não era o final, Izumi informou que outros materiais e informações ainda estavam sendo analisados. A equipe de investigação planeja uma visita a Khan Shaykhoun, mas como a cidade não estava sob controle do governo, a OPAQ havia solicitado formalmente que as Nações Unidas prestassem apoio de segurança, logístico e operacional.

 

A representante da ONU destacou os recentes desenvolvimentos nos esforços de seu

escritório para implementar a resolução 2118 do Conselho, de 2013, que trata do

programa de eliminação de armas químicas declaradas na Síria. A situação relativa à

destruição das instalações de produção de armas químicas da Síria permaneceu inalterada,

observou Izumi, lembrando que a OPAQ havia verificado a destruição de 24 das 27

instalações declaradas. A situação de insegurança continuava a impedir o acesso

seguro aos três locais restantes, acrescentou.

 

Segundo a funcionária da ONU, o Mecanismo Conjunto de Investigação da OPAQ-Nações Unidas está estudando os relatórios das missões de inquérito e manterá o Conselho informado sobre as próximas etapas.

Incentivando todos os Estados-membros a apoiar o Mecanismo, ela advertiu que o mundo não deve se acostumar com relatos de uso de armas químicas, enfatizando que seu ressurgimento não poderia ser visto como outra coisa senão uma violação do mais básico padrão do direito internacional. “Este não é um problema a ser politizado”, enfatizou.

 

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