03/06/2017 (20:38)

Poluição ameaça rios da América Latina e Caribe

Um em cada 4 cursos fluviais da América Latina e Caribe, está severamente contaminado, principalmente por esgoto e emanações da agricultura, indústria e exportação. Alerta é de Leo Heileman, diretor da ONU Meio Ambiente na região. Sugeriu que devem ser prioridade combater a poluição ambiental e descarbonizar a economia para cumprir metas.

 

No primeiro Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre

Desenvolvimento Sustentável, a Organização alertou que 100 milhões

de habitantes da região vivem em áreas vulneráveis à poluição da

atmosfera. Além disso, 3 milhões de quilômetros quadrados de terra

foram afetados por degradação antropogênica, ou seja, causada pelo homem.

 

Lembrando que o consumo de combustíveis fósseis está por trás das mudanças climáticas, Heileman disse ser fundamental o que descreveu como a “descarbonização da economia”. Isso significa reduzir a zero as emissões de dióxido de carbono geradas pela produção de energia, pelo uso de meios de transporte, pela indústria e pela exploração dos solos.

“A contaminação da água, do ar e do solo tem implicações graves para a saúde pública e é, em grande parte, uma consequência de nossos padrões de desenvolvimento”, frisou Heileman. O problema da poluição será tema central da terceira sessão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Evento acontece em dezembro em Nairóbi, no Quênia.

O dirigente regional insistiu também sobre a necessidade de “desvincular o uso dos recursos naturais do crescimento econômico”. Segundo dados da agência da ONU, o aumento do consumo nas últimas quatro décadas levou à triplicação da quantidade de matérias-primas extraídas da Terra. Se a tendência atual se mantiver, o consumo de matérias-primas do planeta chegará a 180 bilhões de toneladas por ano em 2050.

Durante participação no Fórum, Heileman enfatizou que enfrentar desafios ambientais é essencial para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Gestão de resíduos

Outro tema abordado por Heileman foi a gestão do lixo, esgoto e outros resíduos. Mais de 50% dos resíduos coletados nos países de baixa renda são despejados em terrenos inseguros que não são monitorados. Na América Latina e no Caribe, a geração de resíduos a nível municipal é estimada em 160 milhões de toneladas por ano — volume equivalente a 12% do total global. Até 2025, a ONU Meio Ambiente espera que essa quantidade dobre.

Os resíduos sólidos também afetam rios e mares da região num ritmo sem precedentes. Depois do Mediterrâneo, o mar do Caribe é considerado o mais contaminado por plásticos em todo o mundo.

 

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