03/07/2017 (23:44)

Nordestinos previnem avanço da desertificação e aprendem técnicas

Técnicas de gestão responsáveis dos recursos naturais, são a esperança de brasileiros que vivem na região de caatinga, para impedir que em poucos anos esteja ali instalado um deserto. Primeiras metas são o uso racional para estancar a degradação e o esgotamento. Estratégias ambientais, atuação junto à população e estimular a produtividade.

 

No Sergipe, as ações estratégicas de combate à desertificação se dividem

em 3 categorias: ambientais, com a recuperação da biodiversidade, do

solo e da água; sociais, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas

que mora nas comunidades beneficiadas pelo projeto do PNUD; e produtivas,

com o intuito de garantir formas de subsistência econômica e alimentar para as populações.

 

Em Sergipe, o Governo lembrou o "dia da caatinga" em Aracaju, com o I Workshop da Caatinga, com apoio do projeto Manejo do uso sustentável da terra no semiárido do Nordeste brasileiro — implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e com o governo estadual, e com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Valdemar Rodrigues, diretor técnico nacional do projeto junto ao Ministério,  apresentou o conceito de Unidades de Recuperação de Áreas Degradadas (URADs). É "metodologia que parte do princípio de que as ações de recuperação de áreas degradadas são de pequeno porte e de custo baixo, que envolve a participação da comunidade local”.

De acordo com o especialista, as URADs são uma abordagem sistemática que visa alcançar a comunidade como um todo. “Esse trabalho é feito em conjunto com as prefeituras porque os resultados a serem obtidos só se medem em longo prazo. Nesse sentido, garantimos sustentabilidade das ações envolvendo o projeto dentro de uma política pública municipal”, explica.

O projeto opera em zonas específicas do semiárido sergipano — a comunidade Poço Preto e os assentamentos Valmir Mota, Jacaré-Curituba e Florestan Fernandes. “Além dessas quatro regiões, uma área adicional em Sergipe também será definida em conjunto com o MMA”, afirma a gerente do PNUD, Patrícia Benthien. Intervenções nos locais escolhidos terão início no segundo semestre de 2017.

Rodrigues diz estar com boas expectativas para colher os resultados das ações em campo. “Daqui a 5, 7 anos, já teremos resultados palpáveis, quando o solo já estiver fixado, a biodiversidade já estiver recomposta e o recurso hídrico começar a aparecer”.

 

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