24/04/2017 (23:59)

Banco Mundial diz que Brasil crescerá 0,7% em 2017

Positivo será a economia do Brasil em 2017, que deverá crescer 0,7%. É a previsão dos técnicos do Banco Mundial, que analisaram países da América Latina e Caribe, onde a média do PIB ficará em 1,5% e 2,5% em 23018. Para a Argentina, segundo o economista-chefe Carlos Végh, o crescimento será de 3%. No geral serão superados 6 anos de recessão.

 

Em previsões anteriores publicadas em janeiro, o organismo financeiro calculava que o Brasil cresceria apenas 0,5%. De acordo com o levantamento, os maiores percentuais de expansão econômica devem vir da América Central, do Caribe e do México.

O relatório, lançado em meio a uma série de reuniões do Banco Mundial com o Fundo Monetário Internacional (FMI), também recomenda que países invistam em educação de qualidade, infraestrutura e eficiência dos serviços públicos.

Pobreza

Encontrar novos caminhos de crescimento é importante porque a desaceleração dos últimos anos afetou as conquistas sociais obtidas na primeira década dos anos 2000, lembra o Banco Mundial. A desigualdade parou de cair e, atualmente, 39% dos latino-americanos correm risco de voltar para a condição de pobreza.

Antes da crise regional, a América Latina e o Caribe haviam registrado resultados importantes no combate à miséria. Entre 2003 e 2013, a maior parte da região passou a abrigar mais pessoas de classe média do que indivíduos vivendo na pobreza. No mesmo período, o percentual de extrema pobreza caiu pela metade e chegou a 11,2% da população.

Menos dependentes

Para crescer mais e reduzir a pobreza, é importante que a região aumente a integração comercial com o resto do mundo e economize mais, além de apoiar o desenvolvimento do setor privado. Segundo o organismo financeiro, isso ajudará a América Latina e o Caribe a depender menos dos preços das matérias-primas.

 

Números do FMI são piores

 

Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que em 2017 o Brasil sairá da recessão ao crescer 0,2%. Segundo o FMI, em 2018, a economia brasileira terá um desempenho ainda melhor, com elevação de 1,7%, 0,2 ponto percentual a mais do que o previsto pelo órgão em janeiro. As informações são da agência de notícias EFE.

No relatório Perspectivas Econômicas Globais (170418), o FMI diz que a melhora da situação do Brasil é resultado de “uma menor incerteza política, da distensão da política monetária e do avanço do programa de reformas”.

 

 

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