02/04/2017 (11:03)

Juros do cartão de crédito agora com novas regras

Estão valendo desde a segunda-feira, 3 de abril de 2017, as regras para quem não consegue pagar a fatura integral do cartão de crédito. Agora só poderão ficar no crédito rotativo por 30 dias e terão os débitos transferidos para um parcelamento com taxas de juros menores, que ainda não são definitivamente conhecidas, mas podem estar abaixo de 8%.

 

A nova regra, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), consta da reforma microeconômica anunciada pelo governo no fim do ano passado. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC), a medida tem o potencial de reduzir pela metade os gastos com juros em 12 meses. Mas os resultados só serão sentidos em maio.

“Em primeiro lugar, muitos bancos fixaram taxas bem elásticas, que podem chegar de 1,99% a 10% ao mês, dependendo da instituição financeira e do histórico [capacidade de pagamento] do consumidor. Então, fica difícil saber qual será o efeito efetivo, porque cada consumidor tem uma taxa personalizada, e a gente precisa ver quem não conseguirá pagar a fatura integral”, explica o diretor da Associação, Miguel de Oliveira.

Em fevereiro, após o anúncio da nova regra, a taxa média do crédito rotativo subiu de 15,12% para 15,16% ao mês, conforme pesquisa mensal da Anefac. A taxa média do crédito parcelado foi na contramão e caiu de 8,34% para 8,30% ao mês. Segundo Miguel de Oliveira, os juros do cartão só deverão sofrer influência das novas regras a partir de maio.

Dívida multiplicada

 

Com base em dados mais recentes da ANEFAC, a taxa média de 15,16% ao mês no

crédito rotativo equivale a 444,03% ao ano. Ao fim de três meses, uma dívida de

R$ 1 mil na fatura do cartão subiria para R$ 1.527,23. Ao fim de 12 meses, equivaleria a R$ 5.440,26.

Com a nova regra, pela qual a taxa mais alta – de 15,16% ao mês – incidirá nos primeiros

30 dias e a taxa de 8,3% ao mês incide nos meses restantes, a dívida aumenta para

R$ 1.350,70 em três meses e para R$ 2.768,31 em 12 meses. A diferença chega a 11,6% em 90 dias e a 49,1% em um ano.

 

O cálculo, no entanto, leva em conta as taxas médias de juros. A economia efetiva pode variar porque os bancos personalizam as taxas para cada consumidor no rotativo e no crédito parcelado. Os juros finais também variam em função do histórico e da capacidade de pagamento do cliente.

 

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