30/03/2017 (20:46)

Batalha de Genipapo, primeira revolta pela independência do Brasil

Envolvendo resistentes do Piauí, Maranhão e Ceará, a Batalha de Genipapo travada em Campo Maior (Piauí), foi o primeiro ato pela independência do Brasil sobre Portugal. A histórica luta de cidadãos, sacrificou muitos, que se aventuraram a lutar contra canhões, usando apenas facões, pedaços de pau, enxadas e foices. Isso está descrito em memorial.

 

Evento foi lembrado pelos parlamentares em Brasília, pelo deputado Assis Carvalho (PT-PI).

A luta armada deu-se às margens do rio Genipapo, que literalmente seca dsurante 6

meses do ano, apesar de ser muito grande. Autoridades de Campo Maior nunca esqueceram

dessa luta; tanto que construíram um imponente memorial aos herois. Por falta de recursos,

vez por outra, esse local está cercado pelo mato e salas mal cuidadas.

 

Livros de história não fazem justiça e esquecem de se referir ao fato. Mas o deputado lembrou da importância da "cultura popular em contar a história de geração em geração. Graças à tradição oral, a história atravessou o tempo, é cada vez mais conhecida, difundida e pôde informar o que realmente aconteceu”.

Em mensagem enviada à sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lembrou da importância histórica dos falecidos na batalha. “Os mortos da Batalha de Jenipapo estiveram esquecidos por muito tempo em sua própria pátria. A pátria por cuja fundação eles deram a vida”. E ficou proposta a data de 13 de março (projeto de lei 968/07) dia da Batalha do Jenipapo e como data histórica no calendário das efemérides nacionais.

 

Em 1973 foi criado um monumento na cidade de Campo Maior para homenagear as pessoas que se sacrificaram na Batalha do Jenipapo, que completa 194 anos, em 2017.

A batalha


A Batalha do Jenipapo ocorreu às margens do rio de mesmo nome e foi uma das batalhas mais sangrentas feitas pela Independência do Brasil. Ocorreu no dia 13 de março de 1823 e consolidou o território nacional. Consistiu na luta de piauienses, maranhenses e cearenses contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, que era o comandante das tropas portuguesas, encarregadas de manter o norte da ex-colônia fiel à Coroa Portuguesa.

 

 

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