30/03/2017 (12:00)

Inflação deve ter aumento no mês de abril, prevê Banco Central

Uma aceleração da inflação no Brasil é o que está prevendo o Banco Central para o mês de abril. Desta vez os responsáveis pelo aumento serão reajuste nos preços de passagem aérea, medicamentos, gás de botijão e outros itens monitorados. Por causa disso os técnicos avaliam que o índice de maio ficará em 1,23%, o que não deixa de ser redução no IPCA.

 

Dizem os analistas do Banco Central, que projeções de curto prazo no cenário básico do Copom consideram variações respectivas de 0,28%, 0,53% e 0,42% para o IPCA mensal de março a maio, evolução que levaria a inflação em doze meses para 4,15% ao final do período (ante 4,76% em fevereiro) – Tabela 2.2.

Apesar da perspectiva de retorno da variação dos preços de alimentos para o campo positivo e da aceleração das tarifas de energia elétrica, a taxa mensal do IPCA deve apresentar desaceleração em março, repercutindo a dissipação dos efeitos de reajustes sazonais dos setores de educação e transporte público, além da intensificação da queda dos preços de combustíveis.

Para abril, o cenário básico considera aceleração da inflação mensal, em decorrência de elevações

nos preços de passagem aérea, medicamentos, gás de botijão e outros itens monitorados, movimento

que deve se inverter em maio, com a dissipação dessas pressões. Como resultado, a inflação do

trimestre terminado em maio (projetada em 1,23%) tende a situar-se abaixo da registrada no

mesmo período do ano anterior (1,83%), favorecendo a continuidade da queda da variação do IPCA acumulada em doze meses.

Cabe ressaltar que o cenário básico do Copom não considera os efeitos, sobre as tarifas de energia elétrica, da alteração da forma de devolução dos valores de encargos referentes à usina de Angra III15, cujos detalhes operacionais não foram divulgados até a data de corte do presente Relatório de Inflação.

Caso a devolução ocorra em abril, por exemplo, a inflação desse mês poderá ser significativamente menor que os 0,53% considerados, com efeito oposto ocorrendo nos dois meses seguintes, devido ao retorno da tarifa ao patamar anterior. Nesse contexto, a devolução dos valores relativos aos encargos de Angra III teria impactos relevantes sobre as variações mensais do IPCA, sem, contudo, alterar significativamente o cenário para o ano de 2017.

 

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