13/03/2017 (16:30)

Especialistas defendem tratado global e extinção de pesticidas

Responsáveis pela morte de 200 mil pessoas no mundo, todos os anos, os pesticidas devem ser eliminados gradualmente na produção agrícola. Isto é o que pediram Hilal Elver, da área do direito à alimentação nas ONU e Baskut Tuncak. técnico em substâncias e resíduos perigosos. Propostas já estão em estudo e serão levadas aos governos internacionais.

 

A ideia é estabelecer ainda em 2017, a base de um novo tratado global para regulamentar e eliminar gradualmente o uso de pesticidas perigosos na agricultura e avançar em práticas agrícolas sustentáveis.

Especialistas apontaram que cerca de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento, onde são frrágeis as regulamentações de saúde, segurança e proteção ao meio ambiente.

 

“O uso excessivo de pesticidas é muito perigoso para a saúde humana e

ao meio ambiente. É enganoso afirmar que são vitais para garantir a

segurança alimentar”. Assim se proinunciaram os relatores em declaração

conjunta. Destacaram que a exposição crônica aos pesticidas tem sido

associada ao câncer, ao Alzheimer e Parkinson, bem como a distúrbios

hormonais e de desenvolvimento e esterilidade.

 

Agricultores e trabalhadores agrícolas, comunidades que vivem próximas a plantações, comunidades indígenas e mulheres grávidas e crianças são particularmente vulneráveis à exposição a pesticidas e requerem proteções especiais.

Agentes das Nações Unidas enfatizaram ainda a obrigação dos governos de proteger os direitos das crianças contra substâncias perigosas, alertando também que certos pesticidas podem persistir no ambiente por décadas e apresentar uma ameaça para todo o ecossistema, do qual depende a produção de alimentos.

Embora reconhecendo que certos tratados internacionais atualmente ofereçam proteção contra o uso de alguns pesticidas, os especialistas enfatizaram que ainda não existe um tratado global para regular a grande maioria dos químicos usados na agricultura, deixando uma lacuna crítica no quadro de proteção de direitos humanos.

“Sem uma regulamentação harmonizada e rigorosa sobre a produção, venda e níveis aceitáveis de uso de pesticidas, a carga dos efeitos negativos dos pesticidas é sentida pelas comunidades pobres e vulneráveis em países que têm mecanismos de aplicação menos rigorosos”, defenderam os relatores da ONU.

 

O relatório, nos seis idiomas oficiais da ONU, está disponível clicando aqui.

 

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