28/11/2016 (09:18)

Olinda, destino de turismo histórico no Brasil, em Pernambuco

Edifícios coloniais do século 16 harmonizam-se às fachadas de azulejos dos séculos 18 e 19 e às obras neoclássicas e ecléticas do início do século 20. Há conventos barrocos, a Igreja da Sé (1537), casario com quintais arborizados por espécies frutíferas trazidas por colonizadores. Assim é apenas uma parte de Olinda, atração de turismo de Pernambuco

 

Olinda é vizinha a capital de Pernambuco, Recife.

Sítio inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO,

a cidade destaca-se pelo equilíbrio harmonioso entre

construções, jardins, 20 igrejas barrocas, conventos e

numerosos pequenos passos (capelas).

Centro histórico abrange área de 1.200 quilômetros quadrados (km2).Ali estão 1.500 imóveis de diferentes estilos arquitetônicos: edifícios coloniais do século 16 harmonizam-se às fachadas de azulejos dos séculos 18 e 19 e às obras neoclássicas e ecléticas do início do século 20.

As características essenciais do centro histórico estão expressas na forma e concepção do sítio, nos materiais empregados em  edificações, na manutenção do uso residencial predominante na cidade e na maneira de morar dos habitantes, ao longo dos séculos, além do artesanato e tradições imbricadas entre o sagrado e o profano.

Essas características são atestadas no mais antigo documento existente sobre Olinda, a Carta do Foral que registra o primeiro plano diretor da cidade, e pela cartografia holandesa e gravuras de Frans Post (século 17).

O informal e sinuoso traçado urbano é característico dos povoados portugueses de origem medieval, com encanto intensificado pela paisagem e localização. A riqueza de igrejas e conventos barrocos, como a Igreja da Sé (1537), somam-se ao casario singelo com quintais arborizados por espécies frutíferas trazidas pelos colonizadores, fachadas de azulejos e balcões de treliça, os muxarabis. Casas e muros definem as ruas tortuosas e ladeiras íngremes.

Uma das mais antigas cidades do Brasil, Olinda também é caracterizada por espaços exíguos, reservados aos largos e praças que, definidas pelos edifícios religiosos, são responsáveis em grande parte pela estruturação da malha urbana.

 

Olinda, as origens

 

Em 1534, a Coroa portuguesa instituiu o regime de Capitanias Hereditárias.

A Capitania de Pernambuco foi entregue ao fidalgo português Duarte Coelho,

que tomou posse de sua capitania desembarcando, em 9 de março de 1535, na feitoria fundada em 1516,

entre Pernambuco e Itamaracá. Pouco tempo depois, ele seguiu para o sul em

busca de um lugar para se instalar. Encontrou um local estrategicamente ideal, n

o alto de colinas, onde existia uma pequena aldeia chamada Marim, pelos índios,

instalando aí o povoado que deu origem a Olinda.

 

 

Dados geofísicos da cidade

(Wikipedia)

Terceira maior cidade de Pernambuco, Olinda abriga uma população de 397.268 habitantes (dados do IBGE/2009). A cidade detém uma taxa de densidade demográfica de 9.122,11 habitantes por quilômetros quadrados, a maior do estado e a quinta maior do Brasil.

Dos seus 43,55 km² de extensão territorial, 9,73 km² fazem parte da ZEPEC (Zonas Especiais de Proteção Cultural e Urbanística), com 1,89 km² da ZEPEC 1 (Sítio Histórico) e 7,84 km² do Entorno do Sítio Histórico. Olinda possui uma área urbanizada de 36,73 km², correspondente a 98% do município, e 6,82 km² de área rural, o que faz dela uma cidade eminentemente urbana.

Características Geográficas do Município

Latitude: 08º01’48”
Longitude: 34º51’42”
Altitude: 16 m
Limites: Norte – Paulista; Sul e Oeste – Recife; Leste – Oceano Atlântico
Distância do Recife: 6 km

Aspectos Populacionais

População: 397.268
Densidade Demográfica: 9.122,11 hab/km²
Território: 43,55 km²
Área Urbana: 36,73 km²
Área Rural: 6,82 km²
ZEPEC (Zonas Especiais de Proteção Cultural e Urbanística): 9,73 km²

Características Climáticas

Quente e úmido
Temperatura Média Anual: 27º C
Amplitude Térmica: 5º C
Média Pluviométrica Anual: 2.422,4

Bacias Hidrográficas de Olinda

Bacia do Beberibe

Área: 18,32 km²
Território de Olinda: 44,87%
População: 177.218
Afluentes: Canal Lava Tripa, Canal Azeitona, Canal da Malária, Lagoas de Jardim Brasil (3), Lagoa de Santa Tereza e Lagoa da Pulsação.

Bacia do Paratibe

Área: 24,51 km²
Território de Olinda: 55,13%
População: 190.684
Afluentes: Riacho da Mirueira, Riacho Fragoso (Piaba de Ouro), Riacho Ouro Preto, Canal dos Bultrins, Canal Bultrins Fragoso, Canal das Tintas e Lagoa do Fragoso.

 

Moeda comemorativa

 

Segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982, Olinda (PE), foi escolhida para ser a sétima homenageada pela série de moedas comemorativas Patrimônios da Humanidade no Brasil, do Banco Central.

O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade pernambucana também é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (IPHAN) desde 1968. O lançamento da moeda ocorreu nesta sexta-feira (25), na prefeitura da cidade.

A série de moedas Patrimônios da Humanidade no Brasil teve início em 2010,

ano do cinquentenário de Brasília, quando o Banco Central lançou a moeda

comemorativa da capital federal. Em sequência foram lançadas, anualmente,

as moedas de Ouro Preto (MG), Cidade de Goiás (GO), Diamantina (MG), São Luís (MA) e Salvador (BA).

Com padrão da moeda de real, as peças são cunhadas em metal nobre, com a sofisticada tecnologia “proof” — tratamento dado aos cunhos e aos discos que são polidos até que suas superfícies obtenham o brilho de espelho, e aos relevos que levam jatos de areia para ficarem foscos.

Esse processo resulta em um profundo contraste, o que faz as gravuras terem uma excelente qualidade e torna as moedas obras de arte brasileiras. Por meio de sua equipe técnica, a UNESCO no Brasil colabora com o Banco Central na pesquisa para o desenvolvimento das moedas comemorativas da série.

As moedas são vendidas pelo site do Banco do Brasil, mas a tiragem é rigorosamente limitada. Elas são protegidas por uma cápsula transparente, para melhor conservação do brilho. O edital do Banco Central do Brasil acompanha as moedas, garantindo-lhes as características descritas.

 

 

 

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