18/11/2016 (16:26)

MPF devolve R$ 204.281.241,92 milhões à Petrobras fruto da corrupção

R$ 204.281.241,92 milhões é o valor devolvido pelo Ministério Público Federal (MPF) à Petrobras, retirados de agentes da corrupção punidos através da operação lava-jato. Em Curitiba (sul do Brasil) foi realizada uma solenidade para celebrar esse ato que representa a maior quantia retirada dos criminosos pela Justiça brasileira e entregue à vítima.

 

Na solenidade estiveram representados os principais agentes das ações que trabalham para punir os corruptos e corruptores, há mais de 2 anos de "forma integrada" como disseram a coordenadora do MPF, Paula Cristina Conti Thá e o procurador Derltan Dallagnol. Paula lembrou que "há muito trabalho a realizar nessa tarefa", mas o ato histórico já soma mais de R$ 500 milhões restituídos aos cofres públicos e à maior empresa brasileiura.

Esta devolução é a terceira oficializada pela justiça do País. Na primeira foram R$ 157 milhões e na segunda, R$ 139 milhões. A despeito da conquista a preocuradora alertou que está "ameaçada" a proposta de aperfeiçoamento da legislação para punir a corrupção no Brasil, através das 10 medidas sugeridas pelo MPF. Denunciou que há "manobra para impedir a continuidade do trabalho dos investigadores".

"Não podemos nos calar diante dessas ameaças", apelou a Procuradora. E pediu o apoio da sociedade brasileira. Apelo também foi feito por Dallagnol, que invocou a histórica impunidade existente no Brasil, onde a vítima sempre sai perdendo. Falou de processos que falharam porque a demora em punir, favoreceu criminosos pela prescrição.

Uma façanha, uma proeza

Dallagnol considerou a devolução dos recursos, "uma façanha, uma proeza",

diante do quadro de legislação quer ainda prospera.

E destacou a "ação integrada" no trabalho de investigar,

processar e condenar os culpados. A operação lava-jato atua

mediante a integração do MPF, da Receita Federal, da Polícia Federal,

Tribunal de Contas da União, Advocacia Geral da União,

Controladoria Geral da União, COAF, CADE e Justiça Federal.

Para Dallagnol a maior vítima dos crimes de corrupção é a sociedade, não só a Petrobras, que está desfigurada e descareditada no cenário internacional. "O prejuízo é mais do que econômico, é moral. A devolução dos recursos siginfica devolução ao Brasil de um pouco da sua dignidade. Há muito ainda o que fazer".

Petrobras mostra medidas

Pedro Parente, prtesidente da Petrobras, disse que "a Petrobras foi uma vítima no escândalo de corrupção, revelado pela lava-jato. A Companhai foi vitima de ações de pessoas desonestas" e acumulou dívidas que não geram retorno algum. "Esses atos, disse, afetaram a imagem da maior empresa do País". Relatou que a empresa vem implantando controles internos e de governança, assegurando transparência. Missão é resgatar a credibilidade da Petrobras. Compromisso é prevenir ações destrutivas.

Há 30 processos em andamento com recursos estimados de US$ 7 milhões, com equipe de advogados da empresa que atuam para ampliar ações e chegar à punição de todos os culpados. Mas objetivo final de recuperação é de US$ 5 bilhões a prazo médio. Mas a Petrobras tem uma dívida que supera muito os R$ US$ 100 bilhões.

 

MPF mostra quem devolveu

 


Agosthilde de Mônaco Carvalho, engenheiro, ex-assistente de Nestor Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobras - R$ 561.075,76
Augusto Mendonça, executivo da empresa Toyo Setal - R$ 3.654.544,12
Camargo Corrêa – R$ 13.496.160,51
Carioca Engenharia – R$ 4.514.549,36
Cid José Campos Barbosa da Silva – R$ 1.361.108,22
Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa - R$ 615.214,86
Eduardo Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa – R$ 3.234.115,08
Eduardo Musa, ex-gerente da Diretoria Internacional da Petrobras – R$ 2.491.703,88
Hamylton Padilha Junior, lobista, apontado como operador do ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada – R$ 56.436.661,43
João Medeiros Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil – R$ 1.514.884,92
José Adolfo Pascowitch, apontado como operador de propinas da Engevix – R$ 8.061.648,61
Júlio Camargo, lobista, delator do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha – R$ 16.378.002,66
Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, empresário, acusado de ser operador de propinas na empresa SBM Offshore – R$ 3.221.368,12
Mário Frederico de Mondonça Góes, empresário, apontado como operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobras – R$ 1.155.570,78
Milton Pascowitch, empresário, apontado como operador de propinas da Engevix – R$ 16.125.201,60
Pedro José Barusco Filho, engenheiro, ex-gerente de Serviços da Petrobras – R$ 41.535.289,50
Ricardo Ribeiro Pessoa, dono da UTC Engenharia – R$ 5.641.161,51
Roberto Trombeta, contador, apontado como operador de propinas da UTC Engenharia  – R$ 11.974.842,02
Rodrigo Morales, lobista, apontado como operador da UTC Engenharia e da OAS  – R$ 8.691.786,92
Shinko Nakandakari, engenheiro, apontado como operador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobras – R$ 1.061.455,05
Setal Óleo e Gás (SOG) – R$ 2.555.397,02

 

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