12/11/2016 (22:24)

Infraestrutura deve perder mais investimentos em 2016

Devem cair além dos 2,1% do PIB, registrados em 2015, os investimentos em infraestrutura no Brasil em 2016. Avaliação é da ABDIB (Associação Brasileira da Indústria de Base). Leva em conta os juros básicos de 14,25% e o câmbio, os quais comprometem financiamentos a longo prazo. Foi a iniciativa privada que mais contribuiu com recursos em 2015.

 

Em 2015 houve crescimento da participação privada no total de investimentos

em todos os setores de infraestrutura. Em 2015 atingiu 55% nos transportes, 68% na energia

elétrica, 100% em telecomunicações e 11% em saneamento básico.

Entre 2014 e 2015, os investimentos caíram 17%, em números constantes.

Houve queda em todos os setores de infraestrutura.

Nos últimos 2 anos, a redução dos aportes públicos foi muito mais

acentuada que os privados.

Aqui os detalhes dos números sobre investimentos em infraestrutura entre 2003 e 2015.

 

 

Financiamento e garantias

 

A retomada do investimento em infraestrutura na dimensão que a economia precisa – dos atuais 2,1% do PIB (cerca de R$ 130 bilhões) para 5,0% do PIB (cerca de R$ 300 bilhões) ao ano – vai depender da utilização de todas as fontes de financiamento disponíveis, o que inclui necessariamente recursos externos e o mercado de capitais interno, além das já tradicionais fontes oficiais.

Taxas de juros e de câmbio influenciam diretamente na oferta e nas condições de financiamento de longo prazo para os investimentos em infraestrutura. O atual patamar da taxa Selic – em 14,25% ao ano – inibe a captação de recursos no mercado de capitais na medida em que as taxas de retorno dos projetos são insuficientes para remuneração dos juros. Da mesma forma, a volatilidade excessiva da taxa de câmbio adiciona um grau de incerteza sobre os passivos das empresas e sobre o retorno dos investidores.

Além da utilização de todas as fontes de financiamento disponíveis, é preciso adotar a modalidade de financiamento ‘project finance’ sem garantias corporativas, que oneram o balanço das empresas.

Adicionalmente, os fundos de private equity, importantes investidores institucionais que devem ganhar relevância na viabilização dos próximos projetos de concessão no Brasil, têm restrições nos regulamentos para concederem garantias corporativas. Em razão dos argumentos apresentados, a ABDIB tem proposto e trabalho, na instituição de medidas.

 

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