12/09/2017 (19:43)

Suicídio preocupa: a morte a cada 40 segundos pelo mundo

Grupos vulneráveis de pessoas discriminadas como lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); pessoas privadas de liberdade, indígenas, migrantes, refugiados. São os cidadãos do mundo que mais cometem suicídio e a principal causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos de idade. Números chegam a um registro a cada 40 segundos.

 

Mas há ainda um número elevado de razões que levam homens e mulheres a atentarem contra a própria vida. Por exemplo, os distúrbios mentais como a depressão, o abuso de álcool e drogas, crises de variada ordem como a d a economia, ods desprazeres da vida, conflitos familiares e até o buling. Informam  os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que o suicídio se dá inclusive pelo "colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças".

Trata-se de um "grave problema de saúde pública", alertam os profissionais da saúde. Por isso as autoridades consideram agora "prioridade na agenda global". Daí os esforços paraz veicular estratégias de prevenção, quebrando estigmas e tabus existentes sobre o assunto.

Casos podem ser prevenidos

Dados da Organização referentes a 2012 mostram que mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. É a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Setenta e cinco por cento dos suicídios ocorrem em países de baixa e média renda.

“Para cada suicídio, há muito mais pessoas que tentam a cada ano. A tentativa prévia é o fator de risco mais importante para o suicídio na população em geral”.

A ingestão de pesticida, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global.

“Trata-se de um grave problema de saúde pública; mas os suicídios

podem ser evitados em tempo oportuno, com base em evidências e

com intervenções de baixo custo”, indicam médicos da

OPAS (Orgaqnização Panamericana de Saúde) e da OMS.

“Embora a relação entre distúrbios suicidas e mentais (em particular, depressão e abuso de álcool) esteja bem estabelecida em países de alta renda, vários suicídios ocorrem de forma impulsiva em momento de crise, com um colapso na capacidade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças”, afirmou a agência.

Além disso, enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e um senso de isolamento estão fortemente associados com o comportamento suicida.

As taxas de suicídio também são elevadas em grupos vulneráveis que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes; indígenas; lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais (LGBTI); e pessoas privadas de liberdade. De longe, o fator de risco mais relevante para o suicídio é a tentativa anterior, disse a organização.

OPAS/OMS asseguram que os suicídios podem ser evitados com uma série de medidas junto à população, subpopulação e em níveis individuais.

Entre as medidas está a redução de acesso aos meios utilizados;

a introdução de políticas para reduzir o uso nocivo do álcool;

identificação precoce, tratamento e cuidados de pessoas com transtornos mentais

ou por uso de substâncias, dores crônicas e estresse emocional agudo; entre outras.

“O suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre os múltiplos setores da sociedade, incluindo saúde, educação, trabalho, agricultura, negócios, justiça, lei, defesa, política e mídia”.

O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando em tirar as próprias vidas ou que já tentaram suicídio, não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam, disse a OPAS/OMS.

“A prevenção não tem sido tratada de forma

adequada devido à falta de consciência do suicídio

como um grave problema de saúde pública.

Em diversas sociedades, o tema é um tabu e,

por isso, não é discutido abertamente”, salientou.

Até o momento, apenas alguns países incluíram a prevenção ao suicídio entre as prioridades de saúde e só 28 países relatam possuir uma estratégia nacional para isso. Sensibilizar a comunidade e quebrar o tabu, são ações importantes para alcançar progressos na prevenção do suicídio.

 

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