09/09/2016 (19:56)

Projeto da CEPAL amplia transporte fluvial de cargas e pessoas

Proposta de classificação fluvial para os países da América do Sul, será defendida pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) durante a conferência que será realizada entre os dias 16 e 21 de outubro de 2016. Documento defende o maior aproveitamento dos cursos d'água naturais para o transporte de cargas e de pessoas.

 

 

Projeto será mostrado durante a nona Conferência Mundial sobre Costas e Engenharia Portuária dos Países em Desenvolvimento. Foi elaborado pela Divisão de Recursos Naturais e Infraestrutura (DRNI) da Comissão e publicado no Boletim de Facilitação do Transporte e do Comércio na América Latina e no Caribe (FAL), em fevereiro.

Lermbram os técnicos que a América do Sul conta com um sistema de rios navegáveis naturais com cobertura e extensão importantes e que não é suficientemente aproveitado para o transporte de carga e pessoas. Isso ocorre especialmente em regiões onde a provisão de infraestrutura terrestre é dificultada pela própria geografia.

Os estudos sobre navegação e mobilidade fluvial têm uma longa trajetória na divisão da CEPAL. Aí estão as pesquisas sobre a bacia do Amazonas como eixo emergente no contexto da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA); a importância do modo fluvial para os países sem litoral na América do Sul e o desenvolvimento de políticas de mobilidade fluvial sustentável no caso do Equador.

Rede de rios navegáveis

Na região, a rede de rios navegáveis estende-se desde as bacias do Amazonas e do Paraguai-Paraná até os rios de menor porte e navegabilidade, que costumam ser ainda mais importantes para as populações e as economias locais, por ser a única via de comunicação e acessibilidade.

“Nestas regiões os governos deveriam reconhecer que os rios navegáveis, como principais vias de traslado, complementam e, em certas ocasiões, substituem as rodovias. Por isso, deveriam receber um tratamento e atenção igualitárias em relação a outros meios de transporte”, indica o estudo.

Neste cenário, uma classificação sul-americana de vias de navegação fluvial permitiria determinar a capacidade atual da rede regional de navegação, além de destacar e monitorar o potencial desenvolvimento.

Primeira discussão do assunto

A primeira discussão de especialistas regionais e internacionais sobre a proposta de classificação será feita na conferência mundial, na sessão de trabalho sobre navegação interna e uso mais sustentável dos recursos naturais, que será realizada em 19 de outubro e que busca promover um diálogo regional sobre o desenvolvimento da mobilidade fluvial na região.

O encontro é organizado pela CEPAL em cooperação com a Associação Mundial para a Infraestrutura do Transporte Aquático (PIANC, na sigla em inglês) e a brasileira Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Pretende oferecer aos tomadores de decisão, especialistas e consultores técnicos, oportunidade de compartilhar as experiências e apresentar pontos de vista sobre os desafios e o potencial de desenvolvimento da navegação interior na América do Sul. Terá atenção especial a utilização das vias navegáveis internas no uso mais sustentável dos recursos naturais da região.

No Rio dfe Janeioro estarão presentes especialistas da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai Peru e Uruguai, entre outras autoridades.

 

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