12/08/2016 (14:41)

Câmbio flutuante seguirá o mercado, diz presidente do Banco Central

Banco Central usará “com parcimônia as ferramentas cambiais de que dispõe” em torno do câmbio flutuante, atuando de acordo com a dinâmica do mercado. “Um exemplo claro dessa atuação tem sido a redução gradual da nossa posição em swaps cambiais, motivada pelas condições no mercado.” Palavras de Ilan Goldfajn ao abrir seminário em São Paulo.

 

Presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou (160812) que, apesar do atual quadro de liquidez ampla no cenário internacional, que favorece as economias emergentes, o Brasil precisa ser cauteloso e não tomar tal situação como permanente. "Há riscos à frente que podem ameaçar, de um lado, o atual crescimento modesto e, de outro, a disponibilidade da liquidez global”.

Goldfajn destacou que o Brasil, que a exemplo das demais economias, tem hoje um sistema financeiro mais sólido e mais bem preparado para enfrentar choques como a crise financeira internacional de 2008. ”O Sistema Financeiro Nacional está sólido, líquido, bem capitalizado e resiliente a choques”, enfatizou o presidente do BC.

Ele destacou, no entanto, que, para uma recuperação econômica sustentável, o país tem de retomar a confiança, fortalecendo o “velho e bom triplé macroeconômico formado por responsabilidade fiscal, controle da inflação e regime de câmbio flutuante”.

Goldafjn acrescentou que, na parte que cabe ao Banco Central, além da questão do câmbio flutuante, a contribuição virá com a adoção da política de controle da inflação, o que leva a uma redução do risco país, à recuperação da confiança e à retomada do crescimento.

Brasil preparado para choques

Goldfajn, afirmou que o sistema financeiro brasileiro tem instrumentos capazes de manter o País mais resistente aos efeitos de choques internacionais. Defendeu como estratégia para resgatar a confiança na economia a necessidade de fortalecer o tripé macroeconômico que são a responsabilidade fiscal, o controle da inflação e o câmbio flutuante.

Na avaliação do presidente do BC, o País reúne as condições para cumprir as metas de inflação e a convergência para levar a taxa para 4,5%, em 2017.

Destacou que o Banco Central se ocupa da educação e proteção financeira em termos tecnológicos diante das inovações, com as atenções voltadas, especialmente, para o grande contingente da população inserida no sistema financeiro a partir de meados da década passada.

 

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