10/08/2016 (12:41)

Inflação faz sofrer mais os que ganham menos

Famílias de menor renda sofrem mais com a inflação. É o que falam os números divulgados (160810) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde aparecem grupos com ganhos entre 1 e 5 salários mínimos. Em junho o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) marcou 0,52% de aumento, mas nos de menor ganho ficou em 0,64%.

 

Fora da visão dos avaliadores inflacionários, os pequenos comerciantes, supermercadistas,

feirantes, centros de abastecimento e mercados municipais inclusive os chamados

"sacolões", são os responsáveis.

Noticiario perguntou a um comerciante do Mercado Municipal porque aumentou

o preço do feijão em R$ 2,00. Sem resposta, limitou-se a sorrir.

Cabe ao Governo em todos os níveis, atuar dentro da economia livre

para esclarecer esses comerciantes sobre a gravidade do procedimento de preços.

 

Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país e que mede a variação de preços juntos às famílias com renda de até 40 salários – registrou em junho variação de 0,52%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação das famílias com renda de até 5 salários, variou 0,64%, resultado 0,12 ponto percentual acima.

O resultado do INPC de julho é 0,17 ponto percentual superior ao de junho: 0,47%. Com o resultado, o acumulado no ano foi para 5,76%, bem menos, no entanto, do que os 7,42% de igual período de 2015.

Considerando os últimos doze meses, o índice está em 9,56%, pouco acima dos 9,49% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2015, o INPC foi de 0,58%.

Alimentos mais caros

Produtos alimentícios acusaram alta de 1,63% em julho, enquanto em junho a variação foi de 0,83%. O agrupamento dos não alimentícios teve variação de 0,18% em julho, abaixo da taxa de 0,31% de junho.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Goiânia, com 1,03%, sob pressão da alta de 2,69% dos alimentos comprados para consumo em casa, taxa que ficou acima da média nacional (2,04%), além da água e esgoto (8,79%), com reajuste de 9,10% a partir de primeiro de julho.

O menor índice foi o de Curitiba (0,04%), sob influência da queda de 11,58% no item energia elétrica, que refletiu a redução de 13,83% nas tarifas em vigor a partir de 24 de junho.

Com a mesma metodologia, números de regiões metropolitanas e periodicidade, o INPC se diferencia do IPCA no rendimento familiar. Envolve apenas famílias com rendimento de até 5 salários mínimos.

 

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