03/08/2016 (23:44)

Surfe, skate e karatê nos jogos olímpicos de 2020 em Toquio

Beisebol (mais a modalidade softbol praticada por mulheres), skate, surfe, escalada in dor e karatê, são as novas modalidades de competição adotadas para os Jogos Olímpicos de Toquio (Japão) em 2020. Decisão (60803) foi unânime pelos participantes do 129º congresso anual do Comitê Olímpico Internacional (COI), no Rio de Janeiro.

 

Para serem aceitos no programa olímpico, os esportes já haviam passado por duas triagens. Na primeira, realizada no ano passado, oito dos 26 esportes inscritos foram aceitos pelo Comitê Organizador de Tóquio. Em junho deste ano, cinco esportes foram abalizados pelo COI. Esportes como xadrez, squash, sumô e boliche, no entanto, ainda ficarão de fora dos jogos.

Porque os praticantes de todo o mundo não mostraram interesse em participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

e foram formadas com muita dificuldade, a modalidade golfe poderá ser extinta

na próxima edição. Há ainda outras avaliações que seguem em análise pelo COI e poderão ser retiradas.

 

Rio de Janeiro - O surfista paulista Gabriel Medina durante o Billabong Rio Pro 2014, etapa brasileira do circuito mundial de surfe (WCT), na praia da Barra da Tijuca. Fotos de Fernando Frazão

Gabriel Medina, surfista brasileiro. FOTO Fernando Frazão-Agência Brasil

O COI usou dois critérios para justificar a decisão de incluir as modalidades no programa olímpico: as que são extremamente populares no Japão (beisebol/softbol e caratê) e as que vão atrair atenção dos jovens (surfe, escalada e skate). “O beisebol é o esporte nacional do Japão. O caratê nasceu no país. Já os outros vão inspirar jovens a gostarem do esporte olímpico”, afirmou Yoshiro Mori, membro do comitê executivo dos Jogos de Tóquio.

Jogos de Tóquio

Thomas Bach, presidente do COI, considerou a proposta histórica, já que é a primeira vez que tantos esportes entram em uma edição. Ele ressaltou, porém, que a inclusão só vale para 2020. “Essa proposta serve para aumentar a flexibilidade para novos programas olímpicos. Ela não é vinculada para Jogos Olímpicos no futuro”, apontou.

O beisebol e o softbol terão seis seleções disputando as medalhas. O Comitê Organizador de Tóquio apontou que já entrou em acordo com quase todas as federações nacionais do esporte, com exceção da Federação Norte-Americana. “Estamos conversando com eles”, disse Mori. Membros do comitê mostraram preocupação com a não participação de estrelas no esporte, mas aceitaram a inclusão dos esportes.

O skate terá a modalidade street (com obstáculos) e uma de pista em local fechado, com 40 participantes (20 no masculino e 20 no feminino) em cada uma. O surfe será disputado por 40 atletas, 20 no masculino e 20 no feminino. O caratê terá competições nas categorias de combate (kumite), com 60 atletas, e de exibição (kata), com 20 atletas. Já a escalada será disputada por 20 atletas no masculino e 20 no feminino.

Com a novidade, o número de esportes subirá para 33. A edição de 2020 será a com maior número de modalidades na história das Olimpíadas.

Animação

A entrada dos cinco novos esportes animou atletas brasileiros. Fora dos Jogos do Rio, nomes conhecidos como Gabriel Medina e Adriano de Sousa (o Mineirinho) e nem tão conhecidos como o do carateca Breno Teixeira vão ter a chance de representar o país em uma Olimpíada.

Em entrevista ao Portal EBC no último mês, Mineirinho via com animação a possibilidade de participar dos Jogos de Tóquio: “Enxergo como um prêmio muito merecido ao surf como esporte e uma oportunidade incrível de poder representar a bandeira brasileira”. Na última terça (2), quando visitou a Vila Olímpica, Medina também demonstrou animação com a entrada do surfe nos jogos: "Espero um dia poder estar em um prédio desses junto com toda seleção do Brasil. Seria um sonho para nós".

Breno Mateus, campeão sul-americano de caratê, diz que está feliz pela modalidade. "O primeiro sonho já foi realizado de tornar o caratê olímpico. Agora, eu vou treinar mais porque tenho certeza que a concorrência vai aumentar. Finalmente, o caratê vai ganhar o respeito que merece".

Atleta da escalada, Felipe Ramos, faz parte de um esporte que sequer tem confederação brasileira. Ele acredita que o esporte pode se popularizar no país. "Uma competição traz seus benefícios. Promoção da atividade, melhor estruturação da atividade no país, interesse de patrocinadores e de novos praticantes. Mas existe um custo. Os vilões são a esportivisação e o "alto rendimento". As atividades crescem em quantidade, mas não em qualidade. Portanto, a estruturação deve ser bem pensada e elaborada",

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

17ieLe