Imagens, a outra face de Bigarella, precursor da defesa ambiental
08-05-2016 11:38:55 (1621 acessos)
Para o professor, geólogo e pesquisador João José Bigarella, as imagens mereceram tanta dedicação quanto as pesquisas sobre a Terra. Isso está provado em todas as produções que deixou, como uma eterna aula sobre a vida, o comportamento do homem que considerava um inconsequente destruidor dos recursos naturais. No estado atual do ambiente, a prova.

Numa série de 3, "Noticiario" está exibindo mais um esforço do doutor em Ciências que dedicou maior parte da vida à UFPR (Universidade Federal do Paraná). Junto com jornalistas da própria Universidade atuou em movimentos esclarecedores sobre a importância da preservação das florestas. Geralmente os esclarecimentos eram no campo. Primeiras advertências mostraram a destruição na Serra do Mar; a Mata Atlântica.

Agora que o problema da destruição das reservas florestais, encontra-se instalado, a opção é repor...reflorestar, ensina Bigarella. E para defesa de todo o acervo, são válidos esforços radicais como patrulhas, armas, prisões, mexer no bolso dos agressores. "Mas isso é um pouco tarde!" 

"Olha quanto prejuízo está afetando as áreas que ficaram sem água no sudeste, a partir de São Paulo!" E o pesquisador entende que a escassez de água, não é só porque áreas contíguas ou próximas foram desmatadas. "Essa carência tem causa no desmatamento da Amazônia, onde já podem ser constatados semi-áridos. Observa-se umas camadas cinzentas avermelhadas no sub-solo, atestando o que digo."

Sobre agressões à Amazônia, recomenda olhar, como advertência, os canais históricos da Geologia, encontrados no deserto do Saara. São atestados da antiga presença de água sobre densas florestas e de chuvas abundantes.

 

Tristeza muito grande

 

Professor Bigarella confessa que vê com tristeza a falta de educação dos homens para a preservação ambiental. "Parece que não podem ver árvore em pé e já a têm de cortar!"

 

Das incursões realizadas pela África, Ásia e Oceania, o professor da UFPR concebeu advertências que remontam a 15 mil anos. Lembra que as evidências como os depósitos de sambaquis, inclusive em solo brasileiro, exibem ocasionais secas e alagamentos das margens dos oceanos. "Há 5 mil anos, o nível do mar estava a 1,5 metro acima, mais ou menos..."

 

Na atualidade o pesquisador observa que há tendência em uma subida dos níveis das água, por causa do derretimento das geleiras. Apesar dessas indicações, o geólogo se recusa a falar no chamado "efeito estufa" como causa de uma nova invasão das águas dos oceanos. "Não está cientificamente estudado que o aquecimento do clima da Terra, foi a ação do CO2..."

 

No período de 14.500 anos atrás, com os Australo melanésios, as flutuações climáticas ocorreram com as glaciações pleistocências, fala o pesquisador. "O clima na África ficou muito ruim, e o Homo sapiens foi obrigado a migrar, porque não havia como encontrar alimentos. Parte foi para a Europa de hoje e outros às Américas".

 

Fonte:
 

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