Monitoramento de desastres ganha US$ 80 milhões na cúpula do clima
Rio Limpopo, em Moçambique, retrato do desastre mundial com recursos naturais. Em Paris boas coisas.
08-12-2015 21:05:24 (646 acessos)
Governos da Austrália, Canadá, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda, decidiram apoiar o projeto de implantação de sistemas de monitoramento de desastres em 80 países. Sistema de Alerta Prévio de Risco Climático (CREWS) será instalado rapidamente nos países mais expostos como os insulares, menos desenvolvidos e pobres.

Pode ser que não haja acordo para redução das emanações de gases poluentes, tal como desejam a ONU e os profissionais que trabalham com a natureza; mas são esses alguns frutos benéficos da reunião em Paris. Há outro muito importante. É o Pacto de Paris sobre Água e Adaptação à Mudança Climática, que deseja tornar os sistemas hidrológicos mais resilientes ao clima. Quase 290 organizações que desempenham atividades junto a bacias hidrográficas participaram da criação da iniciativa, além de outros representantes da sociedade civil, dos governos e do setor privado.

Povo vulneráveis também

ONU e os governos da França e do Peru anunciaram parcerias que vão mobilizar financiamento para proteger os povos mais vulneráveis aos impactos do clima. As iniciativas, formuladas no âmbito da Agenda de Ação Lima para Paris, pretendem fortalecer as capacidades de adaptação às mudanças climáticas. Segundo a Fundação Rockefeller, nos últimos 30 anos, um a cada três dólares gastos em desenvolvimento, foi perdido por causa de fenômenos extremos recorrentes, que já afetam a população mundial.

“Mesmo que nós suspendêssemos todas as emissões hoje, já há gases de efeito estufa suficientes na atmosfera para que o clima continue a mudar”, afirmou o secretário-geral assistente para as Mudanças Climáticas da ONU, Janos Pasztor. Para o especialista, o investimento na resiliência das sociedades é fundamental, pois permitirá ajustar os processos econômicos e de desenvolvimento às transformações futuras do meio ambiente.

Quase 4 US$ 4 trilhões

“Quando falamos de resiliência, falamos de como nós podemos resistir e evitar consequências negativas para a nossa população humana, para a vida selvagem, para o habitat, para os ecossistemas, para a água, para o oceano”, explicou o Ministro do Meio Ambiente peruano, Manuel Pulgar-Vidal. Informações da Fundação Rockefeller indicam que prejuízos, nas últimas três décadas, provocados por desastres naturais, somam 3,8 trilhões de dólares.

 

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