Catástrofes geradas pelo clima afetaram 51 milhões no Brasil em 20 anos
Catástrofes do clima afetaram 51 milhões no Brasil. No mundo deram prejuizos de US$ 2 trilhões
26-11-2015 21:25:45 (712 acessos)
Durante os últimos 20 anos, 51 milhões de brasileiros sofreram as agruras provocadas por catástrofes naturais, como deslizamentos, enchentes e tempestades. Mais recentemente vêm ocorrendo as destruições por tornados. São eventos comuns em áreas muito devastadas e de grandes extensões abertas pela agricultura extensiva.

Indica o relatório que as perdas econômicas superam US$ 1.891 trilhão de dólares, o equivalente a 71% de todas as perdas atribuídas a acidentes naturais durante os últimos 20 anos. No entanto, como há apenas 35% de registros de perdas econômicas, essa cifra pode ser muito mais elevada. Levando isso em consideração, o UNISDR estipula que os prejuízos causados por desastres naturais se situaria entre 250 e 300 bilhões de dólares todos os anos.

De acordo com levantamento (relatório) publicado agora (151126) pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução de Desastres (UNISDR) e o Centro de Pesquisas de Epidemiologia em Desastres (Cred), o Brasil é o único País das Américas que está na lista dos 10 países com maior número de pessoas afetadas por desastres entre os anos de 1995 a 2015.

Países mais afetados

Estados Unidos, China, Índia, Filipinas e Indonésia são os 5 países com maior número de desastres relacionados ao clima desde 1995. Das ocorrências, 90% estão relacionadas ao clima. Em média, 335 desastres naturais foram registrados anualmente entre 2005 e 2014, um aumento de 14% entre o período de 1995 – 2004 e quase o dobro da média de 1985 – 1995.

A diretora da agência da ONU, Margareta Wahlström lembrou da iniciativa do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres (2015 – 2030), apoiado pela Assembleia Geral da ONU, que determina metas para redução da perda provocada pelas catástrofes naturais. Entre elas estão o índice de mortalidade, números de pessoas afetadas, perdas econômicas e danos causados à infraestrutura, incluindo escolas e hospitais.

“A longo prazo, um acordo em Paris na COP21 sobre redução da emissão de gases estufa fará uma significativa contribuição para reduzir os danos e perdas de desastres que são em parte gerados pelo aquecimento global e aumento do nível do mar”, explicou Wahlström.

 

Fonte:
 

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