Mulheres Não Protegem os Olhos dos Raios do Sol. Veja como escolher óculos.

 

18-01-2021 15:29:45 (1424 acessos)
Só 8% das brasileiras que usam óculos de grau protegem os olhos na praia e 97% acreditem que a radiação UV (ultravioleta) prejudica a visão. Falta de proteção aumenta estimativa de câncer e outras doenças. A mulher brasileira que usa óculos de grau não protege os olhos do sol. É o que mostra pesquisa do IBOPE com 284 mulheres que não enxergam bem.

A pesquisa também mostra que apesar da maioria não usar lentes com proteção UV 95% das entrevistadas acreditam que a radiação provoca o envelhecimento da pele ao redor dos olhos.

 

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, porta–voz da pesquisa, a falta de proteção solar pode causar alterações imediatas e em logo prazo nos olhos. O médico diz que uma alteração imediata decorrente da exposição ao sol sem proteção é a queimadura da pele periocular. Não por acaso, para 2012 a estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer) apontou a pele como a parte mais atingida pelo câncer no Brasil. “Esta previsão evidencia o uso inadequado do filtro solar pelo brasileiro”. E o que é pior - entre mulheres a situação é ainda mais grave.

 

 

Constatou o INCA que o número de casos de câncer de pele entre mulheres foi 14% maior do que nos homens, totalizando 71,5 mil casos contra 62,68 mil. “Apesar da metástase da pálpebra para os olhos ser incomum, nos casos de câncer não melanoma que é o tipo mais prevalente, a doença pode causar lesões palpebrais e desencadear cicatrizes na córnea que conduzem à queda visual”.

 

 

Para Queiroz Neto a melhor forma de proteger os olhos e a pele da região é usar óculos que tenham lentes com filtro UV. Isso porque, um estudo do especialista mostra que o contato dos filtros cosméticos com a mucosa ocular provoca a conjuntivite tóxica e a alérgica.  “Os óculos com filtro eliminam este risco e o uso incorreto do protetor solar”.

 

 

 

Risco da falta de sintoma

 

 

Outra alteração imediata é a fotoceratite, inflamação da córnea por queimadura de primeiro grau. Em geral ocorre após 6 horas ininterruptas de exposição dos olhos ao sol sem proteção.

 

 

O médico alerta que embora os sintomas – olhos vermelhos e ressecados – desapareçam depois de 48 horas longe do sol, não significa que o problema tenha sido resolvido. Isso porque, a fotoceratite provoca o desprendimento de células do epitélio, camada externa da córnea que vai perdendo a transparência.

 

 

Para a população parece um mal menor, mas é uma importante questão da saúde pública, afirma. Tanto que uma pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que 5% dos casos de cegueira são decorrentes de opacidades na córnea que podem estar associadas a repetidos quadros de fotoceratite.

 

 

 

 

Efeitos cumulativos da radiação

 

 

 

Queiroz Neto diz que de acordo com estudos internacionais a falta de proteção UV aumenta em até 60% a chance de contrair catarata. A doença torna o cristalino opaco e responde por 47% dos casos de perda da visão no Brasil. O médico diz que a taxa anual de crescimento da catarata no País é de 20% por conta do envelhecimento da população e do estilo de vida, incluindo exposição ao sol sem proteção e ao estresse que aumenta a produção de radicais livres.

 

 

Estes três fatores somados às flutuações dos hormônios sexuais femininos fazem com que a incidência da catarata entre mulheres seja 30% maior.

 

 

O especialista diz que outro efeito acumulativo da radiação UV e da luz azul sobre os olhos é a degeneração macular, parte central da retina responsável pela visão de detalhes. Trata-se da maior causa de cegueira irreversível no mundo. Resulta do acúmulo de lipofuscina abaixo da mácula que leva à oxidação das células.

 

 

A falta de proteção também pode desencadear o pterígio. A doença é  uma forma de defesa da conjuntiva contra o ressecamento provocado pela radiação UV. É caracterizada pelo espessamento da membrana que cobre a parte branca do globo ocular e a superfície interna das pálpebras. Quando pequeno, o pterígio é tratado com pomadas antiinflamatórias, mas se cresce e atrapalha a visão pode ser feita uma  intervenção cirúrgica.

 

 

 

 

Como escolher os óculos de sol

 

 

 

 

Queiroz Neto diz que lentes escuras sem proteção são piores do que a falta de óculos de sol. Isso porque, dilatam a pupila e permitem que uma maior quantidade de radiação penetre nos olhos. Por isso recomenda que os óculos tenham lentes que filtrem 100 da radiação UV.

 

Para garantir este filtro é necessário verificar se têm o certificado ABNT NBR ISO 15111. Bons óculos escuros, explica, ajustam a quantidade de luz que chega aos olhos sem alterar a visibilidade.  A escolha da cor, ressalta, depende da atividade de cada pessoa.

 

 

As cores mais adequadas são:

Atividade

Cor da lente

Efeito

·         Dia a dia

Âmbar, marrom e cinza

Reduz reflexos, boa visão de contraste de profundidade

·         Direção em dias nublados

Cinza

Melhora visão de contraste

·         Esportes aquáticos

Rosa e púrpura

Melhoram o contraste em fundos verdes e azuis

·         Direção no lusco-fusco

Amarela

Reduz o ofuscamento

 

Fonte: Instituto Penido Burnier SP - Eutrópia Turazzi
 

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