De janeiro a maio 2.841.451 pediram seguro-desemprego no Brasil
21-05-2020 22:42:57 (47 acessos)
De 2 janeiro a 15 de maio de 2020 foram solicitados 2.841.451 seguros-desemprego nas agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE) e Superintendências Regionais do Trabalho. Isto mostra que houve aumento de 9,6% no desemprego, em relação ao acumulado no mesmo período de 2019 que foi de 2.592.387. Dados são da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia e já podem ser adotados como indicadores dos reflexos do isolamento imposto à economia do Brasil pelo fechamento de atividades produtivas.

Só na primeira quinzena de maio o desemprego aumentou 76,2% se levados em conta os números de maio de 2019. Foram pedidos 504.313 benefícios de seguro-desemprego (em maio de 2019 foram 286.272). Ao todo, 77,5% dos benefícios foram pedidos pela internet, contra apenas 1,7% no mesmo período de 2019. Apesar da alta de maio, os pedidos de seguro-desemprego cresceram em ritmo menor no ano.

Mas a Secretaria sugere que os números podem estar subestimados porque diversos trabalhadores sem acesso à internet não estão conseguindo pedir o benefício nas unidades de atendimento presencial, que estão com o funcionamento suspenso por causa da pandemia de covid-19.

Nos cinco primeiros meses do ano, 46,1% dos requerimentos de seguro-desemprego

(1.309.554) foram pedidos pela internet, pelo portal gov.br e pelo aplicativo da

carteira de trabalho digital; 53,9% dos benefícios (1.531.897) foram pedidos

presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,4% dos requerimentos

(2.551.623) tinham sido pedidos nos postos do Sine e nas superintendências

regionais e apenas 1,6% (40.764) tinha sido solicitado pela internet.

Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, muitos trabalhadores continuam aguardando a reabertura dos postos do SINE, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos. O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego.

Quem são os desempregados

Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de maio, a maioria é masculina (58%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (32,5%) e, quanto à escolaridade, 61,9% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, serviços representou 42,1% dos requerimentos, seguido por comércio (26,2%), indústria (20,6%) e construção (7,8%).

Estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (149.289), Minas Gerais (53.105) e Rio de Janeiro (42.693) e os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Acre (97%), Rondônia (96,7%) e Amazonas (95,9%).

CAGED está suspensa

Desde o início do ano, as estatísticas oficiais de emprego com carteira assinada estão suspensas. Os dados de 2020 do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) deixaram de ser divulgados por causa da mudança na forma de registro dos dados, que passou a ser feita no eSocial, sistema eletrônico de registro das informações de empregadores e de empregados.

Além de empresários que ainda estavam adaptando-se ao processo informatizado, a pandemia do novo coronavírus tem impedido as empresas de concluírem a transição para o novo sistema. Segundo o Ministério da Economia, a divulgação do Caged será retomada assim que as empresas puderem enviar as informações corretamente.

Para dúvidas e esclarecimentos, o trabalhador pode acionar as superintendências por e-mail. No Distrito Federal, por exemplo, o e-mail é trabalho.df@mte.gov.br. Em cada unidade da Federação, basta trocar a sigla do estado para a do local desejado (trabalho.mg@mte.gov.br, trabalho.rj@mte.gov.br e assim por diante).

 

Fonte: Ministério da Economia e Agência Brasil
 

 Não há Comentários para esta notícia

 

Aviso: Todo e qualquer comentário publicado na Internet através do Noticiario, não reflete a opinião deste Portal.

Deixe um comentário

5xWDR